Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

30 de nov de 2008

Signos

São 5:50 AM.
Lendo horóscopos de vários sites.
Rindo sozinha.
Uns definiram meu signo de forma engraçada:
“O espírito crítico exagerado dos nativos desse signo”
“eles se prendem excessivamente a minúcias, se perdem nelas, não tem visão de conjunto nem conseguem analisar as coisas de modo abrangente”
Nossa...preciso pegar minha Certidão de Nascimento e ter certeza que por questões de horas não sou nativa do signo de Leão.
Quem sabe ainda tenho salvação.

Passa logo.

Escrevo para afastar a solidão.
Escrevo para colher sorrisos.
Escrevo para descrever meus dias.
Escrevo para eternizar minhas noites.
Escrevo para aprender a escrever.
Escrevo para alcançar novos horizontes.
Escrevo para tentar ser melhor.
Escrevo para garimpar felicidade.
Escrevo para amenizar saudade.
Escrevo para você.
Escrevo para ter você.
Escrevo por você.
O melhor dos meus motivos.
Volta logo!

29 de nov de 2008

Uma idéia. Uma vontade.

Hoje a noite não acaba.
Mas o dia chega de mansinho.
Domingo.
O último de novembro de 2008.
Pesquisando através de sites e vídeos o meu próximo ninho de idéias.
E a cada descoberta, faz do lugar algo fascinante.
Talvez por ser simples e estranhamente bonito (aos meus olhos).
Mas um de seus freqüentadores, não “anda pelas bandas de lá” nesses tempos.
Talvez seja por isso que quero ir.
Saber o pq ele fala, conhece e seduz tão bem.
Quem sabe a saudade passa.
Ou corre o risco em aumentar.
Enquanto a noite não encerra, a minha vontade segue solta na minha imaginação.

O novo.

Os pedaços estão espalhados.
Cada parte que quebrou, multiplicou-se pelo chão.
Juntar os cacos faz parte da vida.
Esse é o processo.
Reinventar-se. (sábia Cecília Meireles)
Tudo será como antes em algumas situações.
Acordar, sonhar, viver e dormir.
Mas a força que sobrou, essa não está fragmentada.


"Minha vidinha.." - a saga continua.

Humanas


Ele já foi comércio exterior.
Ele já foi engenheiro de produção.
Ele já foi técnico em eletrônica.
Ele já foi ciência da computação.
Esse foi o caminho que meu coração percorreu.

Hoje ele está com “ar” de Humanas. A minha área.

Andei pouco, mas o mapa eu que fiz.
Ele escolheu pessoas certas naqueles momentos.
Ele já colheu boas estórias para os futuros netos.
O que mais há de vir¿

Foi, será.
Hoje apenas “é”.
Assim como já foi um dia, mas com uma dose melhor de escolhas, caminhos e estórias.

Post-it

Tantas coisas a fazer.
O tempo passa "num" piscar de olhos.
Mas a pressa não está presente em mim.
Estou com a lentidão ao meu lado.
Mas hoje essa sensação mudou um pouco.
Queria que o Natal e Ano Novo fossem passado.
Saberia então se você ficaria aqui ou aí.
Enquanto isso, tento fazer as pazes com a velha calmaria.
Assim envelheço melhor.
E te aprecio com o mesmo frescor do começo.
Aquele apego sutil.

Como no velho balcão onde tudo ganhou cor e história.

27 de nov de 2008

Sem título.

Sedução é o que me falta.
Queria ser assim para você.
Mas acho que o pouco que te conquistei foi pela gaguice estranha ou meu cabelo bagunçado. Eu não estava no dia “mulherzinha” quando me conheceu. Estava o bagaço.
Tanta mulher tipo “capa de revista” te rodeia e lá estou à sombra da minha insegurança.
Também não tenho uma voz suave e serena.
Minha voz é grave e 5 vezes ao mês, rouca.
Meu cabelo não é cacheado e nem liso.
Tem mais ondas que Floripa.
Minha cor na certidão de nascimento é branca, mas se eu fosse hoje lá, eles mudariam o status.
Não tenho unhas compridas, mas as minhas são curtinhas e bem cuidadas.
Não tenho uma bolsa daquelas famosas da 25 de março (Betty Boop, Hello Kitty, Louis Vuitton ou Vitor Hugo), oscilo entre mochila e uma velha creme Adidas (comprada em uma Outlet).
Não uso salto alto nos dias normais, apenas em dias de festa.
Tenho pavor de pés. Não reparo nisso nos homens.
Não gosto das minhas pernas.
Sou míope que uso óculos e lentes de contato (quando a preguiça não aparece).
Não vou ao oftalmo há mais de 4 anos.
Eu mesmo faço minhas receitas médicas infalíveis.
Maquiagem para esconder a cara de sono, 3 vezes por semana.
Não uso filtro solar diariamente (não lembro).
Minha amiga Mari e meu amigo Julian gostam dos meus caninos (sim, isso é estranho).
Confesso que também aprendi a gostar deles. Assim como também aprecio meu sorriso malandro.
Falo rápido, não sei dirigir, canto em casa quando não tem ninguém, sonhei em ser professora e bailarina, gosto de artesanato, prefiro espanhol a falar inglês, não decoro nome de pessoas e telefones, troco o mês dos aniversários, nunca quis ter um passarinho na gaiola ou um papagaio, já quis ter aqueles pintinhos pintados de rosa que vendiam na feira de sexta, já quis quebrar o pé ou o braço quando pequena (e recentemente), adorava misturar as massinhas e tudo ficar com aquela cor roxo-marrom-coco, já quis ter cabelo comprido, já quis ser casada com tantos artistas, já chorei por não ter uma foto minha no Orkut de alguém (nossa, quanta estupidez, ainda bem que isso passa), nunca usei algumas teorias de matemática conforme prometeram, não sei passar cola (eu até passo, mas não sou discreta), tenho medo de panela de pressão (jamais terei uma em casa), já quis ser paquita, gostava mais da Angélica do que da Xuxa (hoje, tanto faz, não acompanho mais a vida delas), já quis beijar Chico Buarque, já quis morar em Israel (opa, esse sonho ainda existe), já quis morar lá na Marechal Deodoro (onde minha mãe trabalhou por muitos anos) só para ficar perto dos judeus, já quis aprender hebraico, já quis ser da turma do fundão (a miopia sempre me deixou sentar no máximo no meio, encostada na parede), já quis ter um Fusca (mesmo não sabendo e nem querendo dirigir), já tomei café e comi tomate só por ter vergonha em dizer que não gosto, já quis ter um cachimbo, já quis ter uma gaita (ganhei em um amigo secreto, nunca usei), nunca quis ir para a Disney e nem no Parque da Mônica (apesar de colecionar gibis do Cebolinha e amar o Pateta), já fiquei com a metade da cabeça raspada (máquina zero, estilo samurai), já tive cabelo rosa, roxo, azul, loiro, castanho, vermelho e agora só uso pretinho básico. Já usei roupa estilo skate, estilo nerd, estilo vintage e hoje uso o que ganhar ou garimpar. Já quis namorar o Ken da Barbie. Já quis tanta coisa que nem lembro mais o que mais quero.

Talvez eu queira agora um pouco de atenção. Intrinsecamente talvez por isso nasceu o blog.
Cada comentário ou simplesmente a sua visita já meu querer realizar.
E por isso escancaro minhas manias para você e para ele.

Assim foi.

Entre e fecha a porta.
Da próxima vez, dê leve batidas e anuncie sua chegada.
Você já foi de casa por muito tempo.
Hoje virou visita.
Dessas que organizamos a casa para dar boa impressão.
Estranho agir assim quando se tem diante um cara que conviveu por tantos anos.
Virou um desconhecido¿
Talvez, se eu for levar em questão suas recentes atitudes.
Não adianta com formalidades, pois sabemos o quanto isso é ridículo.
Você não veio aqui simplesmente para perguntar se estou bem.
Sabemos disso.
Preliminares já foram importantes para nós, mas nesse bate papo, por favor, poupe-me do seu desdém.
Não juntamos dinheiro e nem mobílias nesses anos de convivência, mas temos bens para dividir de forma justa.
Com quem ficará o respeito¿ E a confiança¿ E a alegria¿ Da tristeza, desfazemos juntos, por favor.
Meio a meio e não se fala mais nisso ok¿
Encarar a realidade assim dá vertigens.
Mas será bom para nós.
Afinal, você já encontrou um novo amor.
E eu também.
Estamos quites.
Acontece que a rotina contaminou cada um. Um saco dar satisfações aos parentes e aos semi-amigos. Aos familiares mais chegados e os melhores amigos, nada mais justo um F5 nas últimas notícias.
Mas chega uma hora que cansa.
Hoje quando perguntam de você, apenas digo: “Está bem”.
Pronto, fim de conversa.
Uma dica faça o mesmo.
Os principais interessados já sabem do fim.
Tudo tão recente e monótono quando envolve você.
A felicidade ficou por conta do destino que desviamos.
E a nós sobrou o que vem depois do amor: o aprendizado.


“Minha vidinha démodé” – série com vários personagens do meu dia a dia.

Ele não lê, mas eu escrevo!

Por trás daquela frase escondia o desejo.
Desejo em tê-lo por perto, um abrigo tão certeiro.
Deixou rastros de sorrisos, alegria e satisfação.
Você é tão diferente.
Especial por ser completo.
Completo de quê¿
De humor, de educação e de adaptação.
As risadas surgem tão fáceis quando você está por perto.
Você é do mundo.
Nada te segura por tanto tempo.
Um pássaro à procura de novos horizontes.
E isso eu admiro em você.
Um desafio em conquistá-lo com delicadeza.
Manual de instruções¿ Ajudaria muito se você tivesse um.
Mas será que perderia a graça em desvendar teus mistérios com tanta facilidade¿
Um fascínio misturado com euforia envolve tudo isso.
Não houve chance favorável para dizer “até logo”.
Mas sinto que daqui um tempo você volta para esmagar minha timidez com seu jeito peculiar em aparecer.
Enquanto isso a vida segue com graça mas sem você.
E isso é algo que já faz falta.
Pra ti fica o espaço reservado com tanto cuidado.
Desses que não há cobranças, rotinas ou rótulos.
Somos novos no que nos envolve.
A única coisa que espero é te cativar.
Não somos e acho que não seremos um par (ai, Rodrigo Amarante)
Mas já somos parte de uma atmosfera diferente.
E isso nos completa! (é o que imagino)

P.S.: "Minha vidinha démodé" ligou uma chave louca. A chave das descobertas.

Chega de saudade...


Eis mais um pensamento da série “Minha vidinha démodé”.

Como diria Fabricio, mais mexicano impossível.

Bastava um sinal para saber que os dias melhores estavam por vir.

E cada casal tem o seu.

O nosso, ah...eram os mais discretos possíveis.

Quando você batucava algo na mesa, rodeado de nossos amigos, ali estava a sua vontade de ir embora explícita para mim. E quando você deixava a janela aberta do quarto, ali estava o seu bom humor. Você nunca foi de escrever um texto em sms, scrap ou e-mail para mim com o mesmo cuidado que os seus da coluna no jornal. Todos eram sucintos.
E quando escrevia, ali estava registrado para mim o seu esforço em agradar e ser comum como os demais.

Você gostava em telefonar. Não tinha hora para isso acontecer. Mesmo ocupada, eu atendia com aquela voz calma e cheia de felicidade.
Acho que você nunca percebeu como os seus sinais eram tão especiais para mim.

Mas naquela época eu também não enxergava desse modo. Achava bacaninha e legal. Apenas isso.

Hoje, faz uma falta danada.

Um “cadinho” daqueles sinais hoje seria de bom tom.

Mas a correnteza do tempo te levou para o outro lado da minha direção.

Tentei te encontrar atrás daqueles livros, através das notas daquele piano ou pela internet.

Mas não foi em lugares óbvios nossos que você estava. Afinal, a vida para você não é mais a mesma, então pq continuar a freqüentar nossas recordações¿

Você fez o mais correto. Abriu mão da solidão e abraçou o novo dia.

Eu que fiquei trancada naquele vazio que eu construí.

Mas daqui fico a perguntar: “Pq foi tão fácil para você pegar carona com a felicidade¿”

Aquele cartão de Natal com frases tão nossas, aquela almofada de 1985 que adorávamos deitar, aquele leite gelado com muito açúcar que só você sabia preparar, aquele abajour improvisado, aquele caderno do Jornal que você separava pq sabia que eu adorara em ser a primeira a ler ou aquela flor sem embrulho que você me deu não te fazem falta¿

Pelo que noto a resposta é não. Ou você disfarça também.

Mas eu que te conheço (aquele lado que conviveu comigo) sei que não é disfarce. Você superou tudo isso sem problemas.

Pq para você a vida é assim: amar quem te faz melhor e feliz.

E isso, eu não fiz por e para você há muito tempo. Mas não esqueci.

A minha vida é como uma timeline com muitos cortes secos e com fusões. Efeitos, trilha sonora e mídias offlines.

Você agora é como uma foto antiga: em tempos em tempos é bom ver e rever, mas não querer vivê-la.

Lá no fundo das melhores lembranças estão guardados cada amor que tive nessa vida. Deixando espaço livre para os novos que estão por vir.
Novos sinais...
P.S.: "Minha vidinha démodé" é uma série que teve origem em uma madrugada longa durante um domingo. Traços, retratos e expressões que vi e vivi nesses anos todos (sim, sou velha). Não queira encontrar personagens reais pq todos estão misturados.

26 de nov de 2008

O telefone tocou novamente...


As pequeninas coisas são grandiosas quando são notadas.




Bilhete da mãe dizendo: “tem bolo de chocolate pra você”
O olhar do filho felino antes de fechar a porta e sair para trabalhar.
Scrap-resposta de quem você espera ansiosamente.
Uma carona depois da meia noite quando você não tem mais transporte coletivo disponível (valeu Dri e Ale)
Um elogio por um gesto simples seu.
Um recado no blog de uma portuguesa gente fina.
Um meme do Rogerim.
Piadas do Gil Brother em seu quadro gastronômico.
Sutilezas de Cris Guerra.
Árvore de Natal feita por crianças lá da Escolinha do Bem.
Jantar com amigos em plena quarta-feira.
Um cd recheado com fotos das viagens (valeu Lucas)
Um cd de banda emergente (valeu Nego)
Receber um recado da amiga dizendo: “vc sempre me faz bem”
Ganhar um lindo cortador de unhas em forma de sapinho.
Ganhar conchinhas da praia (valeu Carina)
Dos TOC´S da pequena loira (Marizinha)
Ligar para alguém com medo que não te atenda ou retorne. Minutos depois: ligação no trabalho, no celular e Nextel. Mesmo sem ter conseguido falar, já tenho a satisfação plena que valeu a pena.
Layout do Ru Keller (como é bom ter ex bacana)
Ganhar um dicionário espanhol-português (valeu Mari)
Ganhar o DVD do Pequeno Príncipe (clássico) e da Amelie (valeu Mari)
Fazer caixinhas para amigas e amigos.
Ganhar papéis bacanas para fazer caixinhas novas.
Ganhar flor de crochê para por no cabelo (by mamãe)
Escrever para amigos e amigas.
Bilhetes – checklist colorido (valeu Lorens)
Encontrar um bilhete antigo e atemporal.


A rinite, a voz rouca, a “tosse de cachorro”, a febre, o cabelo sem chapinha...nada disso fez da minha quarta-feira cinza. Cores, muitas cores. Pq relembrar momentos bons refresca a alma e alimenta o coração.




25 de nov de 2008

Terça-Feira


Tem certas situações que transformam um dia simples e rotineiro como uma lembrança ácida ou engraçada.
Cá estava eu voltando para casa (triste por não conseguir falar com ele, uma cena digna de novela mexicana).
Metrô lotado, pessoas com aquele velho ar de cansado, outras falantes, outras dormindo e outras assim como eu, simplesmente observadoras.
Por um bom tempo provavelmente estive ausente de mim, com aquele olhar de peixe-boi perdido. Estava pensando pq aquele DVD não abriu como de costume, pq ele precisou daquela música para editar que nunca quis usar e pq ele estava no metrô sem sinal bem na hora que eu tive coragem para ligar.
Mas essa é uma história que os detalhes sinceramente a preguiça faz com que eu não escreva sobre ela.
A parte peculiar que mencionei na primeira linha segue agora:
Depois de vir em pé no metrô, aguardando ansiosamente o banco que sempre está vazio na van, eis que o encontro lá como de costume.
O cansaço some quando chego na van e tiro um leve cochilo. Mas hoje não estava com sono (talvez - culpa da ligação perdida). Ainda bem.
Eis que surge uma barata (dessas horrendas que aparecem no verão) e “correndo” em minha direção. Naqueles míseros segundos tive que decidir:
levantar e ter que ir em pé para ela não me atacar¿
ficar sentada e criar toda a coragem do mundo e esmagá-la¿
ou simplesmente fingir que não a vi¿
Bem, acabei cedendo o espaço para Dona Baratinha e fui em pé derrotada por aquela sujeitinha tão pequena e sem poderes e venenos.
No fim, já perto de casa, percebi que a danada apenas fez de tudo para causar susto, pq fez o mesmo com uma menina mais corajosa que eu. Logo lá estava o banco vazio e tão aguardado por mim.
Desci da van derrotada e humilhada.
Quando chego na entrada do prédio eis que noto a presença de um cachorro. Ele acorda e decide entrar junto comigo pelo portão. Eu, que sempre levo o mundo na bolsa e sacolas na mão, tive que afastar o cachorro sem ele morder minhas sacolas ou meu braço. O porteiro, apenas dava risada da sua cabine. Ainda dizia algo do tipo “com certeza é fome isso aí!”.
Após longos minutos para tirar o pequenino da entrada, quando olho para trás, lá estão aqueles olhinhos tristes e cansados.
Ele também provavelmente teve um dia que pensou em um cantinho livre, assim como o banco da van.
Ao contrário do que fiz com a barata, ele veio em minha direção e eu fugi.

Bem, não posso trazê-lo para dentro do apartamento por causa da minha mãe (já imagino o sermão).

E ao começar este pensamento, concluí que o dia foi assim: encontros e desencontros (como o filme que gosto).

Bem, espero que amanhã os desencontros virem encontros.

22 de nov de 2008

Aquele gosto amargo com açúcar.

Baby, disfarço a timidez com sorriso.
Será que já notou¿
E o que achou¿

Já percebeu que gesticulo demais mesmo com os assuntos mais banais¿
Não li Balzac, nem Carlos Drummond de Andrade com tanta atenção para ter aquele papo completo com você. Bendita hora fui comprar aquela Melissa. Não falaremos sobre sapatos. Com os reais investidos nela, teria uma bela coleção “de bolso” e ganharia espaço com você.
Logo, preciso vasculhar na minha “lanshare” alguma coisa que te faça sentido e não me faça de otária nos próximos five minutes de conversa.

Não, não sou insegura a todo instante. Mas é que você veio como um furacão. É preciso cativá-lo antes que alguém faça por mim.

E de que adianta tanto conhecimento nesse momento se você apenas nota meu sorriso¿

Será que ele é uma arma que tenho e não sei usar¿

Não tenho planos com você.

E nem quero pensar nisso.

Pq não apareceu em 2003¿

Seu jeito em fazer das pequenas coisas um modo de sorrir me leva a satisfação em conhecê-lo.

Prazer sou Maria Clara.

Se soubesse que a casa da Olinda teria surpresas boas, freqüentava mais vezes “aquelas bandas”.

Você tem muitas coisas que não gosto em mim. Mas não sei pq em você fica interessante.

Seu jeito de reclamar do tamanho da fila, em dizer (sem vergonha alguma) que não passou perfume (mesmo tão cheiroso), que a camiseta estilosa você tirou o amassado com o vapor do banho (técnicas aprendidas nessa sua vida que me irrita) e que não sabe dizer tchau (e não diz mesmo) te fazem um sedutor barato.

Você nem sonha com isso. E se souber ao menos disfarce!

Confesso a você que gosto de flertar. Como isso faz bem pro ego baby! E como você flerta tão bem. O melhor de todos os flertes.

Só não conquiste meu coração. Ajude-me a combater essa coisinha que atinge os mortais. A minha graça está naquilo que vende pouco e te sufoca menos. Isso será bom para nós.

Quando for embora, de volta pra casa, não perca o costume em ligar pra dizer que chegou bem.

* Primeiro texto da série: "Minha vidinha demodê"

21 de nov de 2008

De segunda à Segunda.

Irrita pouco viu...

- Pessoas na calçada, sentido oposto ao meu, não sabem desviar e fica aquela dancinha boba irritante.
- Caneta com tinta seca.
- Clips estilo “correntinha” (tem sempre um morfético que junta tudo e na hora da correria é uó)
- Açúcar empedrado (adoro essa palavra)
- Quando o shampoo acaba e só tem outro novo do lado de fora do banheiro.
- bolinhas nas unhas após pintá-las
-Telefone ocupado

-Ligação perdida e celular sem crédito.
-Fila fake na balada
-Banco “suado” no metrô.
-PC lento.
-Guarda-chuva cretino que após um vento, vira e te deixa na mão.
-Meias molhadas.
-TV aberta aos domingos.
-Papel de bala vagabundo que não desgruda fácil dela.
-Baratas do verão.
-Chinelo de ponta cabeça.
-Números restritos “este número não pode ser chamado”
-Cantada feita por um sujeito no carro e você a pé: logo, não é possível ouvir a linda frase completa.
-Telefone fixo com fio curto
-Fone de ouvido bagaceiro que logo na primeira semana só um lado funciona.
-Sacola furada
-Ajuda do Windows (palavrinhas banais: você escreve “quiz” e ele, sem a tua permissão muda para “quis” e depois doc impresso você descobre que amigão ele é)
-Ampulheta do PC.
-Bala de canela
-Bombom de banana
-Alface roxa
-Atendente blasé
-Atendente puxa-saco que logo de cara te elogia.
-Eternos setores de grandes empresas no Call Center. Uma verdadeira brincadeira de batata-quente. O pior é você contar a mesma história para mais de 5 pessoas. Chega uma hora que vira telefone sem fio. A história perde alguma parte no caminho e te colocam em xeque-mate.
Vendas frenéticas. Experimentar roupa e após 5 segundos, você escuta da cabine: “E aí, ficou bacana¿ Como ficou?”
-Cadarço desamarrado e você atrasado.
-Abraço “frouxo”
-Aperto de mão “molenga”
-Ao ser apresentado a alguém, aquele impasse chato e que precisa ser resolvido muito rápido: primeiro beijo no rosto e estende a mão?
primeiro a mão e depois o beijo?
ou os dois simultaneamente¿

-Ao cumprimentar alguém você dá um beijo no rosto e a pessoa quer mais um. E sempre rola aquela risadinha "amarela"
-Moeda no fundo da bolsa quando você precisa para completar a grana.
-Controle remoto da TV que toma chá de sumiço quando você está deitado.

A vida tem lá sua graça quando notamos nos detalhes a acidez que ela nos oferece!

Retratos de um dia desses aí!


Cada um seguiu uma direção.
Ninguém na contramão.
Em cada caminho, houve um sentido.
Um foi acolhido pela solidão.
O outro tão perdido na empolgação.

Pq precisou errar para encontrar? (aquilo que sempre souberam tão bem)
Pq não entender o erro para acertar? (uma chance aos dois)


Um levou e deixou um pouco de si no outro.
Armadilhas da longa vida a dois.

O (teu) lado mais bonito é aquele que te faz completo sem perder o respeito por quem te quer tão bem.

É o cuidado com gestos e palavras que te faz melhor.
A incerteza é uma dor que demora.

É através de uma nota daquela música, do lugar tão freqüentado, da foto bem tirada, o calor da estação ou no sorriso de outro alguém que fragmentos seus aparecem e ficam.

Nada foi injusto olhando agora. Mas até aceitar isso, uma eternidade passou por nós.

E a vida segue buscando sentido no meio da multidão.

* * Pensamento baseado na minha vivência e de amigos. Misturei um pouco de cada um para confundir quem tentar adivinhar os personagens. Uma quentinha colcha de retalhos pra vida toda. Um aprendizado sem fim é o amor!

19 de nov de 2008

Ciranda Cirandinha


Amanhã, quinta-feira (ou hoje, já que são 4:30 AM) eu tenho planos em não dormir em casa. O pensamento de hoje não é sobre isso, mas não posso evitar em desabafar minha agonia com quem lê este blog (desculpe por te usar assim cherry).

No recente contato ele disse:
- Você não fica em casa nunca né?
Eu creio que tenha respondido:
- Fico, sempre!
Ele respondeu:
- Toda vez que te ligo, nunca está.

.....

Sim, eu tenho casa. E se deixar, eu fico a semana toda dentro do apê sem “colocar os pés na rua”.

Acontece que amigas convidam para ocasiões que eu não resisto: colocar o papo em dia, assistir filme espanhol, fazer caixinhas, comer comida mexicana e tomar refrigerante típico de Guarulhos (rs).

Daí não tem como dizer não.

Mas isso foi só um desabafo para justificar o pq de 2 post´s em uma noite só. Para compensar minha ausência amanhã.

O texto anterior que tinha a intenção em mostrar o pq eu gosto do diferente, do chamativo, do exclusivo e da beleza que só poucos notam - eu naveguei (e tentei fazer o mesmo com você) na minha infância.

Confesso que não consigo lembrar com tanta clareza da linha do tempo dos meus 11 aos 20 anos como consigo dos 7 aos 10.

Talvez a psicologia explique, mas eu sempre fui fascinada por animais de estimação.

Gatos (fêmeas e machos), de qualquer cor, eu sempre quis.
Tive muitos ao longo da vida com os nomes dignos de bula de remédio: Guinintrus, Sansão, Bebino, Gatunizia, Petúnia Mirur, o atual Didico (apelido dado por mim), e outros que não lembro.Teve tb a querida dog Lilica (hoje uma senhora elegante).

Em todos eles tentamos enfeitá-los da melhor forma. Ter coleira sempre foi uma paixão coletiva, uma coleira de veludo, com nome e telefone. Bah! Foi só tentar colocar para quase perder a mão.

Eu e Lili pintávamos as unhas deles de vermelho. Colocávamos o óculos do pai e um babador de uma boneca velha. Muitas fotos para ficar na memória. Sempre eu queria que dormissem comigo, mas até hoje isso é tema de discussão (“falta de higiene, sua rinite” – mantras da minha mãe e do Gui).

Tinha o Rolf, um cachorro na cor sorvete de creme. Ele era meio nonsense mas um grande companheiro. Tínhamos um aquário com muitos peixes, pedras e bonecos mergulhadores. Adorava o “Limpa-vidro”. Esperava com angústia toda sexta-feira, dia de Feira para minha mãe ou pai comprar aqueles peixes sensíveis que vinham em um saquinho plástico. Digo sensíveis pq não sei dizer se eram fracos pq morriam logo ou eles não gostavam da hospitalidade da minha casa.

Mas a sensação da minha casa (todas as crianças que passaram por lá com certeza lembram esta notável sedutora):
Toti
Não sei a origem do nome. Muito menos o significado. Não sei a idade. Só sei que era velha e tinha um calo no casco devido uma queda por um pentelho da rua.

Uma tartaruga que se fosse humana daria bem em qualquer empresa por ser amável e flexível com todos.
Ela convivia bem com os gatos, peixes e Rolf.

Tão pacata que era, Sansão deitava em “forma de bolinho” sobre o casco dela, e assim ele ganhava carona pelo quintal sem nenhum aborrecimento.

Comer alface até hoje é motivo para resgatar na lembrança essa pequena. Sempre todo mundo guardava um pedaço para ela.

Tudo mudou após a mudança da casa para o apartamento. Não lembro que fim levou Rolf e o aquário. Bebino foi roubado, Sansão sumiu e a Toti, a única que tinha lugar bacana no apê fugiu durante o transporte dos móveis.

No apê tivemos um dog, a Nina que morreu após comer um passarinho em Porto Feliz e dois ratinhos (da Lilian). Por muito tempo ela achou que era um, mas o Bichinho (nome criativo, diga-se de passagem) morreu após minha mãe colocar a gaiola na varanda alegando “está muito quente aqui dentro”. Ele morreu = insolação.

Para a Lilian não cair em depressão, minha mãe comprou um rato igual ao Bichinho e colocou na gaiola do falecido, com a intenção da Lili não descobrir a verdade.

Mas Bichinho era um rato com o perfil da Lili. Pacato, não brincava com nada, comia pouco e tinha pouca locomoção. (ela não pode ler isso).

O substituto conseguiu fazer seu papel direitinho por poucos dias. Mas começou a comer freneticamente até virar uma bolinha de pêlos. E passou a ficar elétrico. Na madrugada ouvíamos ele girando na “RODA PARA HAMSTER” sem parar.

Lili ficou desconfiada pela mudança de personalidade do seu filho mas nunca quis uma C.P.I. do caso. Só foi saber da verdade por esses dias e ainda teve forças para ficar chocada por tamanha mentira.

O mais louco é que minhas 2 mães nunca foram fãs de bichos em casa mas nós, irresistíveis que somos desde aquela época, “dobrávamos” os corações dessas mulheres.

Nosso pai, sempre esteve do nosso lado sempre. Dizia que não enxergava problemas nisso.

Hoje só Lilica e Didico convivem conosco. Não sei se teria tantos bichinhos em casa devido a falta de tempo, mas acredito que todos eles foram fundamentais para mim, cada um ao seu modo. Acredito que Lili e Gui concordem comigo.

Todos foram bem recebidos em casa. Com muito amor e alegria.

E deixaram registrado como tatuagem, aquilo que conhecemos bem: o amor puro e verdadeiro.

Mudam e Permanecem!

Quem não conseguiu deixar recado aqui (agradeço os scraps no Orkut) eu acho que consegui liberar a restrição aqui (antes só podia comentar pessoas cadastradas no site).


A lembrança da minha infância tem aroma. Para compartilhar com você eis a receita: bolo de cenoura, limonada e dias de visita da madrinha, o tão gostoso bolinho de chuva.

Sempre tive medo de passar dos 10 anos de idade. Eu sempre soube que era feliz antes daquela idade. Era um Universo mágico (tirando a idéia em acordar cedo). Tantas pessoas importantes compartilharam este período e hoje não estão mais aqui (vô Agenor sempre falando dos meus cabelos cacheados, fumo de corda e ouvindo aquele som sertanejo perto da janela, da vó Vieira com aquele ar de despreocupação, do vô Sebastião com seu jeito imponente em pedir silêncio na hora do Jornal Nacional, do vô Antônio cochilando no sofá e do vô Joaquim que pouco convivi, mas lembro bem dele sentadinho na poltrona). Antes que você pense ou diga algo adianto: aqui está justificado, pelo número de vovôs que tenho - tudo em excesso me faz bem. Incluindo açúcar e amor.

Nesse tempo, morávamos na casa que um dia será minha novamente, um sobrado que dava asas a minha imaginação. Nunca fui de brincar na rua, as minhas idéias surgiam dentro de casa e era ali que fazia acontecer.

Nesse tempo de alegria, não estive imune (meus anticorpos nessa época estavam offline acho) a certas coisas da vida:





tive bronquite até meus doze anos, com direito a inalador em casa para qualquer estado de emergência, tive uma micose cruel nos 2 pés em minha viagem ao Norte do país (aos 7 anos de idade, de lá pra cá, depois que o médico diagnosticou que a micose supostamente teve origem por andar descalça nas ruas nunca mais consegui sair de casa de chinelo, só tênis. Você não terá a imagem minha comprando sandálias, um trauma ridículo). Tive caxumba, íngua, rinite e catapora. De todos esses inquilinos amáveis, apenas a rinite carrego comigo nos dias de hoje. Mas mamãe conseguiu não permitir que tivesse rubéola, sarampo, furúnculo e outras coisinhas desagradáveis.



Mas nada disso tirava minha vontade de brincar. Se deixasse, brincava o dia inteiro. E adorava brincar sozinha. Lilian deixou de brincar muito cedo e mergulhou no universo da música erudita, uma menina precoce. Gui até acompanhava as brincadeiras, mas logo queria jogar vídeo game. Tinha a Aline, filha de uma amiga da família (hoje pelo que sei está casada) que passava em casa para brincar comigo. Certos dias, ela faltava na missão de brincar e era aí que eu botava minha imaginação fértil para funcionar.





Colocava as bonecas enfileiradas na cama e dava ordens, como uma professora rígida. Chegava a gritar com as bonecas, minha mãe subia correndo a escada para ver se tinha acontecido algo e ao abrir a porta do quarto, deparava comigo e várias bonecas enfileiradas. Confesso que não sei qual a pior visão: um bandido no meu quarto ou uma filha insana. Nunca falamos sobre isso para evitar constrangimentos.



Não é nostalgia mas eu sempre gostei de brinquedos não muito populares (com exceção da Barbie). Sim, tive umas 10. Cuidava de cada uma com muito amor. Até o cabelo delas eu cortava.





Gostava do Jogo da Vida, do resta um, do lego genérico e do cara-maluca. Mas nenhum deles foi tão importante em minha vida como o FEIJÃOZINHO.



Sim, este é o nome original do boneco da Lilian, e fica registrado aqui que sempre tive apreço por nomes exóticos.



A foto é da internet e não do meu. Como escrevo este post na madrugada de quarta para quinta-feira, não tenho como procurar nas fotos antigas no quarto da minha mãe para mostrar à vc. Mas prometo que amanhã farei isso com o maior prazer.



E na solidão da brincadeira, o imaginário para mim era mais que real. Não havia desligamento nisso. E por falar em adaptação e invenção que surgiu a idéia do pensamento de hoje.



Nunca gostei das bonecas que pareciam bebês, ainda mais aquelas (sim, sou da década de 80 jovens!) que tinham buraquinhos nas costas que quando você virava a boneca de cabeça para baixo ela emitia um som (para mim) medonho. Não fazia sentido, por isso não gostava delas. Elas abortavam qualquer roteiro meu com sua falta de originalidade e olhos piscantes.



E quando eu, em um dos meus roteiros infantis dei falta de um namorado para as minhas 10 Barbie´s, meu pai teve que entrar em ação. Nunca soube pq não ganhei o Ken (o famoso namorado da Barbie, já estão comemorando Bodas de sei-lá-o-quê de anos de casamento).





A única lembrança que tenho é que meu pai fez do FEIJÃOZINHO o protagonista das minhas histórias de romance.



Um substituto para Ken precisava ter o porte físico, aquele cabelo imóvel porém bonito e um figurino impecável. FEIJÃOZINHO, como vcs podem observar na foto, passa longe de qualquer requisito desses. Um boneco fofucho, de pano, recheado por bolinhas de isopor, um sorriso malandro e um cabelo digamos, no mínimo estranho.






Não sei qual foi o argumento do meu pai que tenha convencido que aquele seria um belo par para as 10 Barbie´s. A única coisa que sei é que foi amor a primeira vista.



E o cabelo do FEIJÃOZINHO era muito brega para elas. Eu e meu pai decidimos dar um look novo. Raspamos e aderimos ao lema “dos carecas que elas gostam mais”. Elas (as bonecas) aprovaram o visual novo do gordinho de pano as não por muito tempo.





Certo dia, pedi para meu pai que devolvesse os cabelos do FEIJÃOZINHO como antes. Nesse momento, mídias offlines em minhas lembranças que dão um pulo à cena 3:
Meu pai, com toda a calma do mundo, cortou a cabeça do FEIJÃOZINHO da mesma forma que cortava laranja para mim: a parte de baixo maior e a de cima menor – a famosa tampinha. Mas não conseguiu fazer o implante capilar e ficou assim mesmo.



Ao contrário do que meu pai pensou, eu tive um carinho imenso por esse boneco que teve 10 mulheres e uma cirurgia mal-sucedida.






Ahá! Se tivermos que datar minha fascinação por caras exóticos aí está à chave.






No fim, não sei que fim levou o FEIJÃOZINHO, mas com certeza ele é parte de um momento meu que guardo com carinho. Tempo que ter menos que 10 anos era ter responsabilidades e problemas gigantes dignos de um dramalhão infantil. E o "olhar" sobre o diferente como algo único e exclusivo. Acredito que esse sentimento carrego até hoje na escolha de muitas coisas.

Seguindo pensamentos do lindo Chico Buarque:

“Agora eu era o herói


E o meu cavalo só falava inglês
...
E pela minha lei


A gente era obrigado a ser feliz
...
Eu era o seu pião


O seu bicho preferido


Vem, me dê a mão


A gente agora já não tinha medo


No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
...
Agora era fatal


Que o faz-de-conta terminasse assim


Pra lá deste quintal


Era uma noite que não tem mais fim


Pois você sumiu no mundo sem me avisar


E agora eu era um louco a perguntar


O que é que a vida vai fazer de mim?”

18 de nov de 2008

Vício.


Antes de tudo, fica registrado o meu obrigada (com direito a sorriso no rosto) para todos os queridos que escreveram sobre este humilde blog.

Parece piegas, mas sinto a mesma pressão quando um artista lança o segundo cd (não falarei vinil ou LP para não revelar minha nostalgia). Eles precisam superar as expectativas alheias e isso não é uma tarefa fácil.

Alface americana full time.
Suco Ades – sabor maracujá.
10 copinhos de água mineral.

Ah companheirinho, você não faz idéia como essa vida sadia me dá náuseas. Tanto é que em um ato de rebeldia, devorei um ovo mexido, recheado com queijo e presunto sem dó e sem piedade. Para quem tem meta em perder no mínimo 10 k. a paciência é uma virtude. Não dou três dias para dar um basta nessa vida chata e afogar minha agonia em um copo de 600 ml de Coca-Cola acompanhado de um X-Bacon. Uma fossa dessas, eu adoraria. Adíos Chá Branco!

Esse foi o dia 18 e que vejo começar dia 19 de novembro.

Engraçado notar a luz do sol atrás da persiana.

Adoro o amanhecer, mas não suporto acordar cedo.

Sou da noite, da luz única da tela do monitor.

Eu sou café gelado,
leite desnatado,
meia furada,
blusa do avesso,
toalha nova,
lente de contato rasgada,
filme dublado,
unha encravada,
relógio quebrado,
ônibus lotado,
sapato furado,
óculos riscado,
rodízio de carro,
espinha inflamada,
gordura localizada
e por fim, sou feliz!

Baby, a euforia passa e o que fica, nós sabemos muito bem!

17 de nov de 2008

Noite Longa

Primeiro texto.
O que escrever?
Virginiana rodeada por geminianos.
Fui presenteada por eles ao longo dos anos por uma coisinha chata: indecisão.
Já tinha um texto prontinho para dar um pontapé inicial nesse universo da escrita para a internet.
Mas mudei o plano (adoro isso).
Em ritmo de estréia, não tenho como evitar em escrever sobre meus sentimentos, meus sonhos ou insanidades passageiras.
Antes de qualquer coisa, a finalidade deste blog não é mudar o mundo, aconselhar ninguém, cobiçar o Prêmio Nobel de Literatura ou ganhar uma vaga de roteirista em alguma película. Já peço desculpas por ser prolixa, ácida, meus erros gramaticais e outros que não lembro no momento.
Pronto, recado dado. Mente livre.
Vamos ao pensamento dessa madrugada de novembro.

O ano de 2008 não acabou, mas as lojas já estão em ritmo das festas de final de ano. Confesso que não fico confortável ao avistar um Papai Noel (seja ele humano ou boneco) antes de dezembro. Sei lá, parece convidado “Bicão de festa”.

Enfim, com esse bom senhor vem de pacote lembranças de tudo que aconteceu no ano.

Para mim, grandes realizações e conquistas. Superou 2007 lindamente. Ano que poderia não existir em minhas lembranças.

2008 - Ano de mudanças, em vários aspectos e surpresas boas.

Viagens a trabalho que me deram a chance em conhecer gente nova, pessoas talentosas, novas áreas, novos costumes e culturas, ganhar paciência...mesmo que para isso acontecer, tive que sair de uma equipe de trabalho "ponta firme" e ir para outra tb assim.

Mas não dá para abraçar o mundo de uma só vez e isso eu tive que aprender “na marra”.

O coração esteve sereno. Por longos meses ao lado de um menino querido que “topou” a aventura de sair da rotina de casal normal, típico de revista de salão de beleza e mergulhar num roteiro feito por nós.

Saí de um noivado que migrou de um namoro de quase 5 anos (sem pausas). A quebra de confiança mudou meu modo de ver o mundo. E com esse olhar, aprendi ver as miudezas bonitas da vida. Agradeço ao ex-noivo o presente não intencional mas de bom grado.

Lidar comigo é uma tarefinha difícil. Começa simplesmente pelo fato de ser virginiana do primeiro decanato (não sou fã de astrologia mas adoro essas denominações) e míope.

Gosto do diferente, da novidade, do afago, de um texto bom (seja ele por e-mail, SMS, carta...), de uma acidez exclusiva, de um abraço longo, de ficar no sofá assistindo filme antigo, tomar Coca-Cola com pão de forma, de uma família presente, de um elogio-surpresa e por fim, "um sorriso bobo, parecido com soluço" (by Renato Russo)

Agora, com alma livre sigo meu caminho distraída na multidão do dia-a-dia. Tem momentos que noto situações incríveis como briga por assento no trem, venda de caneta com tabuada até o 7 (¿), bonequinhos feitos por bexiga e talco e outras coisas que penso em adquirir mesmo sem saber o que fazer com tal peculiaridade.

Aprendi a gostar de chá verde. E descobri que sem açúcar, sou uma pessoa insuportável.
Descobri também que a perda é algo que corrói e controlar isso é lição de vida.
Tive grandes perdas nos 26 anos de vida bandida. Avós e animais de estimação.
Cada uma (dor) com sua intensidade de dor.
Petúnia foi uma dessas que machucam nos momentos de solidão.
Por muitos anos achei que ela viveria mais que eu. Levava uma vida sadia, confortável, de madame mesmo. Mas isso não fez com que ela ficasse aqui comigo. Felina com alma de mochileira.

E para finalizar este longo pensamento, fico agradecida por um jovem que teve a proeza de fazer essa pessoa que vos escreve: dançar, bailar muito no último sábado. Não sabia que isso faz um bem danado.

Parafraseando Marcelo Camelo:
“Não, eu não sambo mais em vão
...
Bambo e só, mas sambo, sim”

E quando você não estiver presente para acompanhar meus passos, continuo no lema do Camelo:
“Sambo bem à dois por mim”


Até o próximo pensamento baby!