Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

27 de nov de 2008

Assim foi.

Entre e fecha a porta.
Da próxima vez, dê leve batidas e anuncie sua chegada.
Você já foi de casa por muito tempo.
Hoje virou visita.
Dessas que organizamos a casa para dar boa impressão.
Estranho agir assim quando se tem diante um cara que conviveu por tantos anos.
Virou um desconhecido¿
Talvez, se eu for levar em questão suas recentes atitudes.
Não adianta com formalidades, pois sabemos o quanto isso é ridículo.
Você não veio aqui simplesmente para perguntar se estou bem.
Sabemos disso.
Preliminares já foram importantes para nós, mas nesse bate papo, por favor, poupe-me do seu desdém.
Não juntamos dinheiro e nem mobílias nesses anos de convivência, mas temos bens para dividir de forma justa.
Com quem ficará o respeito¿ E a confiança¿ E a alegria¿ Da tristeza, desfazemos juntos, por favor.
Meio a meio e não se fala mais nisso ok¿
Encarar a realidade assim dá vertigens.
Mas será bom para nós.
Afinal, você já encontrou um novo amor.
E eu também.
Estamos quites.
Acontece que a rotina contaminou cada um. Um saco dar satisfações aos parentes e aos semi-amigos. Aos familiares mais chegados e os melhores amigos, nada mais justo um F5 nas últimas notícias.
Mas chega uma hora que cansa.
Hoje quando perguntam de você, apenas digo: “Está bem”.
Pronto, fim de conversa.
Uma dica faça o mesmo.
Os principais interessados já sabem do fim.
Tudo tão recente e monótono quando envolve você.
A felicidade ficou por conta do destino que desviamos.
E a nós sobrou o que vem depois do amor: o aprendizado.


“Minha vidinha démodé” – série com vários personagens do meu dia a dia.

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