Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

25 de nov de 2008

Terça-Feira


Tem certas situações que transformam um dia simples e rotineiro como uma lembrança ácida ou engraçada.
Cá estava eu voltando para casa (triste por não conseguir falar com ele, uma cena digna de novela mexicana).
Metrô lotado, pessoas com aquele velho ar de cansado, outras falantes, outras dormindo e outras assim como eu, simplesmente observadoras.
Por um bom tempo provavelmente estive ausente de mim, com aquele olhar de peixe-boi perdido. Estava pensando pq aquele DVD não abriu como de costume, pq ele precisou daquela música para editar que nunca quis usar e pq ele estava no metrô sem sinal bem na hora que eu tive coragem para ligar.
Mas essa é uma história que os detalhes sinceramente a preguiça faz com que eu não escreva sobre ela.
A parte peculiar que mencionei na primeira linha segue agora:
Depois de vir em pé no metrô, aguardando ansiosamente o banco que sempre está vazio na van, eis que o encontro lá como de costume.
O cansaço some quando chego na van e tiro um leve cochilo. Mas hoje não estava com sono (talvez - culpa da ligação perdida). Ainda bem.
Eis que surge uma barata (dessas horrendas que aparecem no verão) e “correndo” em minha direção. Naqueles míseros segundos tive que decidir:
levantar e ter que ir em pé para ela não me atacar¿
ficar sentada e criar toda a coragem do mundo e esmagá-la¿
ou simplesmente fingir que não a vi¿
Bem, acabei cedendo o espaço para Dona Baratinha e fui em pé derrotada por aquela sujeitinha tão pequena e sem poderes e venenos.
No fim, já perto de casa, percebi que a danada apenas fez de tudo para causar susto, pq fez o mesmo com uma menina mais corajosa que eu. Logo lá estava o banco vazio e tão aguardado por mim.
Desci da van derrotada e humilhada.
Quando chego na entrada do prédio eis que noto a presença de um cachorro. Ele acorda e decide entrar junto comigo pelo portão. Eu, que sempre levo o mundo na bolsa e sacolas na mão, tive que afastar o cachorro sem ele morder minhas sacolas ou meu braço. O porteiro, apenas dava risada da sua cabine. Ainda dizia algo do tipo “com certeza é fome isso aí!”.
Após longos minutos para tirar o pequenino da entrada, quando olho para trás, lá estão aqueles olhinhos tristes e cansados.
Ele também provavelmente teve um dia que pensou em um cantinho livre, assim como o banco da van.
Ao contrário do que fiz com a barata, ele veio em minha direção e eu fugi.

Bem, não posso trazê-lo para dentro do apartamento por causa da minha mãe (já imagino o sermão).

E ao começar este pensamento, concluí que o dia foi assim: encontros e desencontros (como o filme que gosto).

Bem, espero que amanhã os desencontros virem encontros.

2 comentários:

  1. Media off line...

    Essa foto sempre me dá medo e bloqueia meus pensamentos!!!!

    rs!

    Fe

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  2. CALOLINA!!!!
    Q COISA + LINDA ESSE BLOG...HUMMMMM TO ATE VENDO FUTURA CRIS GUERRA!!!!!
    EMBORA NAUM SEJA SEU OBJETIVO...
    * AMEI O TEXTO DE HJ... E QUERO SABER A CONCLUSAO DELE AMANHA...
    AGUARDO ANSIOSA...
    PARABENS...AMO SUA VIBE AO ESCREVER, FALAR...DE COISAS SIMPLES DE UMA MANEIRA TAO ENCANTADORA...
    BJU ME LIGA!

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