Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

17 de nov de 2008

Noite Longa

Primeiro texto.
O que escrever?
Virginiana rodeada por geminianos.
Fui presenteada por eles ao longo dos anos por uma coisinha chata: indecisão.
Já tinha um texto prontinho para dar um pontapé inicial nesse universo da escrita para a internet.
Mas mudei o plano (adoro isso).
Em ritmo de estréia, não tenho como evitar em escrever sobre meus sentimentos, meus sonhos ou insanidades passageiras.
Antes de qualquer coisa, a finalidade deste blog não é mudar o mundo, aconselhar ninguém, cobiçar o Prêmio Nobel de Literatura ou ganhar uma vaga de roteirista em alguma película. Já peço desculpas por ser prolixa, ácida, meus erros gramaticais e outros que não lembro no momento.
Pronto, recado dado. Mente livre.
Vamos ao pensamento dessa madrugada de novembro.

O ano de 2008 não acabou, mas as lojas já estão em ritmo das festas de final de ano. Confesso que não fico confortável ao avistar um Papai Noel (seja ele humano ou boneco) antes de dezembro. Sei lá, parece convidado “Bicão de festa”.

Enfim, com esse bom senhor vem de pacote lembranças de tudo que aconteceu no ano.

Para mim, grandes realizações e conquistas. Superou 2007 lindamente. Ano que poderia não existir em minhas lembranças.

2008 - Ano de mudanças, em vários aspectos e surpresas boas.

Viagens a trabalho que me deram a chance em conhecer gente nova, pessoas talentosas, novas áreas, novos costumes e culturas, ganhar paciência...mesmo que para isso acontecer, tive que sair de uma equipe de trabalho "ponta firme" e ir para outra tb assim.

Mas não dá para abraçar o mundo de uma só vez e isso eu tive que aprender “na marra”.

O coração esteve sereno. Por longos meses ao lado de um menino querido que “topou” a aventura de sair da rotina de casal normal, típico de revista de salão de beleza e mergulhar num roteiro feito por nós.

Saí de um noivado que migrou de um namoro de quase 5 anos (sem pausas). A quebra de confiança mudou meu modo de ver o mundo. E com esse olhar, aprendi ver as miudezas bonitas da vida. Agradeço ao ex-noivo o presente não intencional mas de bom grado.

Lidar comigo é uma tarefinha difícil. Começa simplesmente pelo fato de ser virginiana do primeiro decanato (não sou fã de astrologia mas adoro essas denominações) e míope.

Gosto do diferente, da novidade, do afago, de um texto bom (seja ele por e-mail, SMS, carta...), de uma acidez exclusiva, de um abraço longo, de ficar no sofá assistindo filme antigo, tomar Coca-Cola com pão de forma, de uma família presente, de um elogio-surpresa e por fim, "um sorriso bobo, parecido com soluço" (by Renato Russo)

Agora, com alma livre sigo meu caminho distraída na multidão do dia-a-dia. Tem momentos que noto situações incríveis como briga por assento no trem, venda de caneta com tabuada até o 7 (¿), bonequinhos feitos por bexiga e talco e outras coisas que penso em adquirir mesmo sem saber o que fazer com tal peculiaridade.

Aprendi a gostar de chá verde. E descobri que sem açúcar, sou uma pessoa insuportável.
Descobri também que a perda é algo que corrói e controlar isso é lição de vida.
Tive grandes perdas nos 26 anos de vida bandida. Avós e animais de estimação.
Cada uma (dor) com sua intensidade de dor.
Petúnia foi uma dessas que machucam nos momentos de solidão.
Por muitos anos achei que ela viveria mais que eu. Levava uma vida sadia, confortável, de madame mesmo. Mas isso não fez com que ela ficasse aqui comigo. Felina com alma de mochileira.

E para finalizar este longo pensamento, fico agradecida por um jovem que teve a proeza de fazer essa pessoa que vos escreve: dançar, bailar muito no último sábado. Não sabia que isso faz um bem danado.

Parafraseando Marcelo Camelo:
“Não, eu não sambo mais em vão
...
Bambo e só, mas sambo, sim”

E quando você não estiver presente para acompanhar meus passos, continuo no lema do Camelo:
“Sambo bem à dois por mim”


Até o próximo pensamento baby!