Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

22 de nov de 2008

Aquele gosto amargo com açúcar.

Baby, disfarço a timidez com sorriso.
Será que já notou¿
E o que achou¿

Já percebeu que gesticulo demais mesmo com os assuntos mais banais¿
Não li Balzac, nem Carlos Drummond de Andrade com tanta atenção para ter aquele papo completo com você. Bendita hora fui comprar aquela Melissa. Não falaremos sobre sapatos. Com os reais investidos nela, teria uma bela coleção “de bolso” e ganharia espaço com você.
Logo, preciso vasculhar na minha “lanshare” alguma coisa que te faça sentido e não me faça de otária nos próximos five minutes de conversa.

Não, não sou insegura a todo instante. Mas é que você veio como um furacão. É preciso cativá-lo antes que alguém faça por mim.

E de que adianta tanto conhecimento nesse momento se você apenas nota meu sorriso¿

Será que ele é uma arma que tenho e não sei usar¿

Não tenho planos com você.

E nem quero pensar nisso.

Pq não apareceu em 2003¿

Seu jeito em fazer das pequenas coisas um modo de sorrir me leva a satisfação em conhecê-lo.

Prazer sou Maria Clara.

Se soubesse que a casa da Olinda teria surpresas boas, freqüentava mais vezes “aquelas bandas”.

Você tem muitas coisas que não gosto em mim. Mas não sei pq em você fica interessante.

Seu jeito de reclamar do tamanho da fila, em dizer (sem vergonha alguma) que não passou perfume (mesmo tão cheiroso), que a camiseta estilosa você tirou o amassado com o vapor do banho (técnicas aprendidas nessa sua vida que me irrita) e que não sabe dizer tchau (e não diz mesmo) te fazem um sedutor barato.

Você nem sonha com isso. E se souber ao menos disfarce!

Confesso a você que gosto de flertar. Como isso faz bem pro ego baby! E como você flerta tão bem. O melhor de todos os flertes.

Só não conquiste meu coração. Ajude-me a combater essa coisinha que atinge os mortais. A minha graça está naquilo que vende pouco e te sufoca menos. Isso será bom para nós.

Quando for embora, de volta pra casa, não perca o costume em ligar pra dizer que chegou bem.

* Primeiro texto da série: "Minha vidinha demodê"