Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

3 de dez de 2008

Um olhar muda o significado das coisas.


E acompanhando os pensamentos com ênfase sobre Natal, hoje aqui no apê observei cenas engraçadas com meu pequeno Amandí.
A cada dia que passa esse felino ganha uma personalidade surpreendente.
Tudo vira brinquedo perto dele: sacola, cadarços, canetas, borboletas distraídas, tampinha de garrafa de cerveja, meus anéis, toalha da mesa...
Minha mãe está em pânico. Petúnia sempre foi uma gata aparentemente pacata.
O novo inquilino tem um pique que foge da normalidade.
Mas muitas coisas que ele faz, comparo com as atitudes das crianças.
Não consigo ver como um problema.
Hoje mesmo, estava às pressas para tomar banho, pentear o cabelo, almoçar e sair correndo para não perder o ônibus e nesse turbilhão de coisas a fazer em pouquíssimo tempo, Didico (apelido) o tempo todo lançava seus pulos ninjas nas minhas pernas para roubar minha atenção.
Ignorei seus atos insanos para não chegar atrasada no trabalho.
Mas eis que ele consegue ser mais atrevido possível.
Sobe na mesinha onde minha mãe montou a árvore de Natal e decide pokear com os elementos do Presépio.
Os animais foram os primeiros a receberem os golpes mais fortes.
Um deles caiu e perdeu a cabeça.
As pedrinhas foram todas ao chão.
Os sininhos da árvore foram os objetos roubados mais preciosos.
Mas o menino Jesus ele apenas olhou. Não houve golpes ou furtos.
A árvore recebeu boas mordidas.
Essa cena foi rápida, uns 5 minutos acho.
Não consegui brigar com ele.
Ele estava feliz em ser mais um elemento no Presépio.
Pena que não tem classe para tal função.
Não sei se um gato teria sentido em estar presente em um momento histórico.
Mas não custa tentar a sorte em poder estar lá.
A foto entrega a felicidade desse pequeno adorável.

Perguntas difíceis.


Memórias de um dia bom.

Era domingo de manhã.
10:00 h.
Cedo para quem foi dormir às 5:00 h.
Muitos abraços apertados e ansiosos para mais um domingo.
Um deles chegou com óculos de natação falando bem alto:
“Sou um reptiliano!”
Depois de 4 dias, essa confissão fez sentido. Novelas sobre mutantes. Preciso assistir mais TV para entender esse universo infantil.
Era dia de montar a árvore de Natal.
Há muito tempo não faço isso.
Minha mãe fez questão em comprar uma dessas pequenas, quase um bonsai, para colocar no cantinho do apartamento. Já vem pronta com enfeites. Não tem graça na organização.
Mas a árvore deles teve um encanto.
Cada um confeccionou o próprio Papai Noel de papel para enfeitar a pequena árvore.
Um alvoroço só.
Teve uns que deixaram a sopa de lado só para continuar na elaboração.
Confesso que não sou uma assistente decente nas aulas de Educação Artística, mas a imaginação foi lá nas alturas em fazer um Papai Noel com a minha cara.
A empolgação foi tamanha que esqueci em ajudar na confecção de cada um.
Mergulhei na infância que ficou no passado e criei um desenho que gerou cópias engraçadas.
Um deles questionou:
“Pq seu Papai Noel é dessa cor¿”
Não lembro da minha resposta.
Mas lembro bem das carinhas recheadas de curiosidade em ver um Papai Noel tão colorido e retrô.
No fundo, acredito que às vezes vale a pena seguir o que já existe. O belo que permanece na imaginação. Por outro lado, inventar sem ter explicações faz da vida pura graça e satisfação.


Queridos, eis a foto do meu Papai Noel mega-hype-style-in-jet setter.

E teve pequenos que já demonstraram insatisfação em ter que desmontá-la no dia 6 de janeiro. Até lá, colheremos muitas histórias e dias felizes para nós.