Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

13 de abr de 2009

Sem título.


Ele tem o significado dessa caixa.

Todo um encanto que "é invisível aos olhos e só se pode ver com o coração"


Ainda bem que consigo ver!

Soluções!


A máxima era: a grama do vizinho é mais verde que a minha?

Esse post surgiu de um scrap rabugento que mandei para Marizinha. Mas aqui dá para colocar mais caracteres do que lá.

Antes o problema era (ou eram):

Dividir pacote de bolacha com os outros;
Atender telefone e dizer que mamãe não estava sem revelar a verdade;
Garrafa térmica que vazava suco na lancheira;
Ponta de lápis número 2 redonda;
Apontador “cego”
Lápis de cor vagabundo que não durava;
Coleguinha que misturava todas as cores de massinha de modelar;
figurinhas repetidas;
Tomar banho as 5 am;
Dormir cedo;
Não ter o livro de todas as matérias - versão do professor (com aquelas incríveis respostas vermelhas)
Fingir felicidade ao receber presente repetido;
Fazer xixi antes de ir viajar;
Tomar Dramin;
Não tirar catota do nariz na frente dos outros (e resistir a tentação para não comê-la(s));
Adultos forçando crianças a brincarem umas com as outras;
Usar chinelo na casa dos outros;
Fazer cocô na casa dos outros,
Usar o papel higiênico rosa da escola;
Pentear o cabelo;
Ter bronquite, rinite e problema no joelho direito (até hoje ele faz um barulho como se fosse quebrar)
Não ter feito ballet ao longo da juventude;
Não ter beijado o José Márcio aos 10 anos;
Não poder dormir com meu felino;
Fazer inalação todas as semanas;
Não ter terminado as aulas de teclado;
Ficar com o cheiro de cloro da piscina;
Resistir a não soprar vela dos bolos de aniversários dos primos (Daniel sempre foi mais ligeiro);
Arrumar a cama mesmo sabendo que eu mesma iria dormir ali novamente;
Tirar roupa do varal por conta da chuva;
Escovar os dentes com os dedos;
Espirrar várias vezes na frente de alguém (e ficar na dúvida em o que responder depois do famoso "Saúde")
Ir ao dentista colocar flúor nos dentes;
Ir ao oftalmologista e mentir sobre os desenhos desfocados e dizer que estavam nítidos;
Ir à casa de terceiros e todos esses com cachorros saltitantes;
Dividir minhas canetinhas coloridas com coleguinhas;
Tinta seca dos carimbos;
Não poder raspar a sobrancelha como fiz aos 7 anos;
Não ser amiga da apresentadora Angélica;
Esperar acabar o He-Man só para então poder ver e ouvir os conselhos do Gorpo (poderia começar com ele)
Minha irmã Lilian nunca agüentar brincar de boneca ou jogos por mais de 1 hora;
Não ter a Casa da Barbie e usar de aluguel o castelo de Grayskull do Dan;
Não ter o Ken;
Não ter o cabelo liso;
Convencer a mamãe que não seria feliz na escola em usar aquele ridículo short mega curto com elástico nas coxas (ufa, ela fez um bermudão igual dos meninos)
Pintar o rosto no Dia do Índio, Páscoa...
Não decorar gritos de guerra no ônibus escolar (das excursões);
...

O tempo passou e os problemas são pequenas palavras:

- impostos
- descontos
- ciúmes
- galinhas
- egos
- menstruações
- reuniões
- trânsito
- ligações perdidas
- sem sinal
- sem bateria
- mídia offline
- internet lenta
- e-mails “correntes”
- boletos bancários,
- Telemarketing aos sábados;
- filas
- balada “miada”
- metrô devagar
- ônibus lotado
...

Acho que quando eu tiver 60 anos, eles serão + ou – assim:

- Não ter escrito um livro;
- Não ter telefonado para alguém;
- Ter esquecido aniversário de alguém;
- Não ter feito um poema ou uma canção;
- Não saber costurar ou cozinhar;
- Não ter morado sozinha antes de casar;
- Não ter chifrado alguém;
- Não ter dito” não” quando aquele “sim” foi por impulso;
- Não ter cuidado das rugas aos 26 anos;
- Não ter feito Academia;
- Não ter feito curso de hebraico;
- Não ter freqüentado salões de beleza...

Meu checklist a cada dia cresce mais.

Quem dera ser criança e achar que não tinha liberdade.
Qual a sua lista?

Páscoa.

Era pra ser apenas um dia de visita.
Apenas quinta-feira.
Acabou no domingo.
Dias longe de casa.
Cercada de muitas cores, pessoas, risadas, música, fotos, bebidas e dele.

Nunca houve um início assim. Dias seguidos. Saiu do "mais do mesmo" e do "lugar comum".

E conseguiu sem esforço algum ser diferente todos os dias.

Arrancou risadas e confissões.
Entregou a caixa de bombons na frente dos amigos e lançou a frase que quebrou o romantismo:

"Pra você [pausa - nesse momento esqueci como era bom receber chocolate na Páscoa] - prosseguiu: Mas vc pode abrir e dividir comigo e com eles?"

Rachei o bico. Tem a doçura e o encanto na dose certa. Isso misturado com bom humor, acidez e sangue da Fiel Torcida resulta energia positiva. E olha que sou Lusa.

Obrigada por carregar a sacola plástica furada e tirar o tédio dos meus dias.

Quem sabe um dia vc dá um passeio aqui e leia.

Enquanto isso, nesse momento (5:35 am) penso no próximo SMS pra vc.

Beijos baby!

8 de abr de 2009

Indicação.

Então...o Orkut serve para trazer novidades alêm das notícias de quem nos interessa.

No Orkut de um conhecido, encontrei o clipe da mais nova sensação da internet (e da mais hype divulgação: do boca a boca) a cantora Stefhany.

Tentei postar os videos mais sou uma comédia com isso, logo não consegui.

Mas indico que vá até o Youtube e digite:

Stefhany, Novo Sucesso.

Ela tem até comunidade no Orkut.

A querem no VMB.

E só fiz questão em falar (ou melhor, escrever) sobre ela pois notei que tem muitos clipes produzidos. Não é uma novata no mercado.

Tem toda uma infra por trás daquele sucesso.

Vale a pena conferir um a um.

Ela é uma miscelanea de muitas fotos expostas no Orkut: poses no banheiro, roupas sensuais, cabelo arrumado, caras e bocas, poses no carro, óculos escuros (com armação branca), braceletes da moda...

E graças à ela canto agora:

"Eu Sou Linda Absoluta
...
No meu Cross Fox
Eu vou Sair
Vou dançar
Me divertir
Não vou ficar mais te esperando
Pois agora eu sou demais"

Não sei a quanto tempo ela é o hit...sou por fora dessas explosões na internet, mas com certeza ela merece toda divulgação.

Stefhany está bombando...até em um programa da TV Aberta (em pleno domingo a tarde) ela ganhou espaço com direito a um VT especial.

Seja hype e aprenda a canção!

7 de abr de 2009

De onde eu vim...


Fomos 3 por muitos anos.
Eu era a caçula.
Ela era a mais velha.
Continua sendo, rs.
Sempre séria, impaciente com as brincadeiras minhas e do Gui.
Sorria e falava pouco. Aliás isso não mudou muito.
Mas sempre foi um porto seguro.
Aprendi Matemática com ela.
Em tudo na minha vida procuro não errar. Não sei me perdoar.
E ela sempre esteve presente na hora que desistir era minha primeira opção.
Nunca fez discursos ou conselhos.
Apenas me deu o caminho como opção.
A estrada que antes parecia perigosa, agora não é mais.
Nunca tinha tirado uma nota menor que 8.
Um belo dia eu desisti da Matemática.
Na prova seguinte tirei 1 e com um recado gigante da professora Telma:
“Eu sei que você pode ser melhor”
Minha mãe tinha como lema na minha infância: “A única responsabilidade que vocês tem é estudar. Que façam com dedicação”
Levei a pior bronca.
Daquele modo tímido, pegou meus livros e ensinou os segredos chatos da fórmula de Bhaskara.
Dedicou seu tempo precioso das brincadeiras para ensinar equações.
Fiz questão em aprender e não decorar.
Na prova seguinte tirei 10 e a Professora Telma deixou o recado:
“Querer é poder”.
Você ficou feliz e mamãe também. Eu fiquei por ver tamanha satisfação.
Mas nunca gostei de matemática.
Mas mesmo assim não tirei menos que 9 nas provas seguintes.

Há muito tempo procurei tirar 10 em tudo que fiz.
Claro que não foi simples assim.

Hoje senti falta daquele caminho que ela me deu um dia.
Um lugar seguro e menos perigoso.
A nota 10 não foi por gostar da fórmula de Bhaskara. Foi para fazê-la sorrir.
Por isso a quero tão perto. Porque mesmo as coisas que deixo de gostar, eu passo a fazer com capricho.

Nem sempre a felicidade está nas coisas que gostamos. Por isso a dedicação tem que ser constante.

Lilian, a equação é essa:
Semana passada eu o deixei triste por dizer que não acredito em mim e no que eu faço, mas procuro fazer o melhor por mim e para ele.
Achei que entenderia assim como você fez no dia em que me ensinou Bhaskara.
Mas ele não entende desse modo. Ele não me enxerga como você.
E isso é triste.



Carta para Lilian - irmã, arquiteta, musicista, mãe de 2 felinas (Frida e Pankeka), casada e feliz.

4 de abr de 2009

Par ou ímpar?

Mais um conto:

Dia abafado. Digitou um e-mail.
Pensou em cada palavra como se fosse o último sinal. Um capricho bonito. Sabia que era importante resgatar da memória tudo aquilo de melhor.
Um texto com mais de 50 linhas. Na última, decidiu apagar e apenas escrever:

“Vivemos tudo tão bem. Perfeito não, porque para isso é preciso conhecimento (caso consiga tal perfeição ou perto de). Tínhamos pouco, mas o suficiente para encontrar a nossa felicidade que hoje já não funciona separadamente. Ela foi criada por nós e só pode ser plena sendo assim.

A falta passa a existir quando algo bom foi construído e deixa de existir em dado momento. Da menor ou maior lembrança ela estará lá. Ninguém sente falta do que não completa algo. Você não foi mais um. Esses não causam a FALTA.

O teu lugar foi construído por nós, com doses de coisas simples. Daquelas que ficam no passado e mostram um caminho mais confiante para o presente."




P.S.: ignorei a regra do porquê, por quê, por que, porque.

"Vem pra misturar juízo e carnaval..."

Você já acordou com uma sensação estranha em fazer da sua vida algo diferente?
Eu dei passos longos em menos de 3 dias.
Evitei pensar pq a razão tem retirado de mim algumas doses de alegria.
Exemplo? Responder aquele sms vago ou scrap dele (sempre conciso). Sempre foi um tormento a razão dizendo "vai com calma Carolina"

Oh caralho dessa vez. Que eu seja feliz ao menos 5 segundos.

E ganhar em troca doses de alegria.

Pq se fosse antes, pensaria muito até a preguiça dominar a minha vontade. Se a outra parte não partir para a iniciativa, eu estaria mais blasé que Danilo em dinâmica em grupo.
Mas respondi na hora. Obtive a melhor resposta. Feliz e o que mais gosto: surpreendente.

Pela primeira vez em 26 anos pensei: “Parabéns Carolina. Hoje você foi foda

E olha que tenho uma autocrítica destrutível. Para que eu dê um elogio desses para mim, foi preciso um detalhe: achar que funcionaria minha iniciativa.

Caralho, to mais feliz que pinto no lixo.


Encerro cantarolando:

"Vem pra misturar juízo e carnaval
vem trair a solidão
Vem pra separar o lado bom do mal
E acalmar meu coração

Vem pra me tirar o escuro e a sensação
de que o inferno é por aqui
Vem pra se arrumar na minha confusão
Vem querendo ser feliz"