Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

29 de jun de 2009

Fase de recomendações.


Recomendo pq a voz dela é incrível (o baixo é bem valorizado na banda):


The Gossip da mega-ultra-hype Beth Ditto.


The best songs: "Heavy Cross" (indico ver clipe no Youtube)

"Listen Up"

"Standing in the way of control"


Faz tempo que não ouço algo que me faça colocar no Repeat e ouvir mais de 33 vezes no mesmo dia (exceto Los Hermanos, Smiths, Roberta Sá, Fabiana Cozza, Lenine e Maria Rita - clássicos do meu dia a dia)

28 de jun de 2009

Twitter.

Agora tenho um. Se é pra ser hype, que assim seja.

Gosto e ponto.


Hoje, aniversário da minha mãe, uma nativa bem específica do signo de Câncer. Escutamos bastante as músicas do Projeto Pequeno Cidadão. Procurei a participação deles no pgm Altas Horas e eis que ouço:



Bruno Mazzeo no programa Altas Horas disse (momento fã para Arnaldo Antunes)

“Tem tanto sentimento deve ter algum que sirva”

Bonito isso.

Se a coragem em tatuar fosse forte, essa frase com certeza faria parte da

“Apronta pra fé e rema”

do Marcelo Camelo in my body.


Indico também (viciada) a série da TV Cultura (tinha que ser):

"Tudo que é sólido pode derreter"


Idéia incrível, elenco perfeito e trilha sonora foda.

Toda sexta Às 19:00.


Tem o site também onde é possível assistir os episódios. Já que vai assistir, aproveita e veja o pgm Pé na Rua (um dia eu chego lá!!!)

27 de jun de 2009

Logo mais...









Não vejo a hora de ver dimdim no bolso e adquirir:

1 - CD: "Pequeno Cidadão"
(projeto do magnífico Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Antonio Pinto e Taciana Barros ). Para quem ou não tem criança, o som é joia.

Acesse http://www.myspace.com/pequenocidadao e veja como é fofinho.


2 - DVD: "O mistério do samba" - dirigido por Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor. Já vale só por ouvir Marisa Monte e o achado: letra "Volta" de Manacéa.

3 - CD: "Tudo Azul" da Velha Guarda da Portela. Nem precisa de explicações.


4 - CD: "Cangote" da Céu.

Encerro cantarolando "O mundo é assim"

"O dia se renova todo dia.
Eu envelheço cada dia e cada mês.
O mundo passa por mim todos os dias
Enquanto eu passo pelo mundo uma vez..."




24 de jun de 2009

Recomendações médicas.

Não é gripe e muito menos pneumonia. Apenas a rinite aparecendo na semana pra dizer oi.
Muitos espirros que me deixam cansada. A voz continua intacta (ainda bem, meu único luxo na vida).


Dias propícios para ficar encolhidinha no sofá na volta do trabalho e assistir tv com o felino-filho ao lado. Daí a mente aflora conforme o vai e vem dos canais. Não consigo ver nada na íntegra (salve a exceção do meu digníssimo Amauri Jr.). O problema não é a tv, é o velho de hoje e sempre: eu.

Acho tudo muito lento esses dias. A escada rolante do metrô e shopping poderiam ser mais ligeiras assim como o elevador do apê que insiste em ficar parado no oitavo andar. O bolo que não fica fofo antes dos 15 minutos, a espuma do refrigerante que demora sumir para encher o copo mais rápido, a pasta do creme dental que insiste em endurecer assim como a manteiga que chega a quebrar o pão de tão dura que fica.

Mas o frio permite meu Hall´s de morango não ficar nojento (papel grudado na bala), usar e abusar da coleção de cachecol feita por mamãe, em tomar banho quentinho e não querer sair mais, cabelo fica menos espigado, a cama parece mais gostosa, não fazer bolinhas nas unhas após pintá-las...

Eu gosto do frio assim como gosto de comprar revistas. Gosto do frio porque mesmo com preguiça consigo ser melhor do que no calor. Gosto do frio pois ele aproxima as pessoas. Gosto do frio por mais motivos que consigo pensar agora.

23 de jun de 2009

Mais um conto.

O desespero tomou conta quando um pensamento surgiu:
Ela desaprendeu a amar?

Pensou muito sobre como perdeu, como poderia voltar a tê-lo novamente. A busca parecia algo longe de qualquer ideia.
Descobriu que mesmo nas coisas fáceis a dificuldade habita.

Esqueceu das palavrinhas mágicas, dos joguinhos tolos do amor, dos ciúmes sem fundamentos, em fazer surpresas com bilhetinhos, papos furados ao telefone, sair com os amigos dele, fingir felicidade em “Programas de índio”, aproveitar um feriado a dois, dançar coladinho, cortar as unhas dele e arrumar a sobrancelha que insiste em ficar desalinhada, espremer as espinhas do ombro, em ter dúvidas na hora de comprar presentes em datas importantes (dia dos namorados, aniversário, Natal e dia das crianças – sim, ela não esquecia dessa data), ver as fotos de quando era criança, de jogar videogame, de dividir a sobremesa no mesmo prato, dividir o saquinho de pipoca no cinema, em escolher filmes bobos só para ter motivos em ficar ao lado dele.

O som das buzinas a despertou da confusão. Desceu do ônibus e comprou um chocolate. Felicidade garantida por um minuto. Ouviu:
- Que horas são por favor?
Ao responder encontrou uma beleza diferente naquele olhar cansado do rapaz. Ele agradeceu e correu rumo ao ponto de ônibus. Ela sem razão alguma correu atrás. Sentou ao lado dele e antes que qualquer frase pronta surgisse, perguntou a hora. Ele distraído com sua maleta, sem olhar apenas disse:
- 19:25.

Ela riu e não perdeu tempo ao dizer:
- Não, já são 19:28. Você está atrasado.

Olhares em sintonia.
Sorriso no canto da boca de ambos.
Silêncio.
Um amor que durou por 20 anos nasceu ali. Acabou em uma esquina que jamais estiveram lá durante esse tempo.

16 de jun de 2009

Motivos sem motivos.

Ela o chamava de Apaixonante. E ele era. Um conjunto simples o transformava de um cara cinza para um ser radiante. Não tem imunidade para seu encanto. Ela perdia o rumo ao ficar ao lado dele. Pudera, eu, você e mais a torcida do Flamengo também ficaríamos. Descrever seria uma mera tolice. Ela o adorava ainda mais por ser canhoto. Passou por uma dúvida recentemente ao pensar alto no caixa de um mercadinho de bairro:
- “Será que o Canhoto colocou direito a ração do gato?”
A operadora do caixa, curiosa perguntou:
- “Canhoto direito?”
Ela sorriu e disse:
- “Ele é perfeito”
Pagou a conta de R$30,00 e não esperou a reação da moça. Estava ansiosa demais para um encontro rotineiro do casal. Ele tinha combinado de buscá-la pontualmente às 17:57 e já eram 17:50.
17:56 foi o horário que ela escutou a buzina. Correu e deu um beijo (tinha a intenção que fosse longo) curto. Ele resmungou algo sobre aroma de fritura (ela esteve perto do quiosque de pastel) e sobre a cor do esmalte. Ela estranhou, pois nunca recebera esse tipo de comentário dele. Ficou irritada sem disfarçar. Ele insistiu ao perguntar por que ela tinha escolhido a cor laranja nas unhas. Ela apenas disse:
- “Para você reclamar até eu comprar uma acetona”


Pronto. Ali era o início dos sexto mês de namoro.



Conto da série "Minha vidinha demodé"

Motivos sem motivos.

Ela o chamava de Apaixonante. E ele era. Um conjunto simples o transformava de um cara cinza para um ser radiante. Não tem imunidade para seu encanto. Ela perdia o rumo ao ficar ao lado dele. Pudera, eu, você e mais a torcida do Flamengo também ficaríamos. Descrever seria uma mera tolice. Ela o adorava ainda mais por ser canhoto. Passou por saia-justa recentemente ao pensar alto no caixa de um mercadinho de bairro:
- “Onde será que o Canhoto colocou direito a ração do gato?”
A operadora do caixa, curiosa perguntou:
- “Canhoto direito?”
Ela sorriu e disse:
- “Ele é perfeito”
Pagou a conta de R$30,00 e não esperou a reação da moça. Estava ansiosa demais para esperar uma mera reação. Ele tinha combinado de buscá-la pontualmente às 17:57 e já eram 17:50.
17:56 foi o horário que ela escutou a buzina. Correu e deu um beijo (tinha a intenção que fosse longo) curto. Ele resmungou algo sobre aroma de fritura (ela esteve perto do quiosque de pastel) e sobre a cor do esmalte. Ela estranhou, pois nunca recebera esse tipo de comentário dele. Ficou irritada sem disfarçar. Ele insistiu ao perguntar por que ela tinha escolhido a cor laranja nas unhas. Ela apenas disse:
- “Para você reclamar até eu comprar uma acetona”

Pronto. Ali era o início dos sexto mês de namoro.

Conto da série "Minha vidinha demodé"

4 de jun de 2009

CONTO.

Mais um dos contos “Minha vidinha démodé”

Os dois estavam sentados no banco antigo da casa de Dona Berê. Improvisados pedaços de madeira e tijolos. Ele foi construído quando o marido dela ainda era vivo. Talvez tenha sido uma maneira de passar as tardes diante aquela pequena e bonita casa amarela. Descrevê-la não é o suficiente, mas para não ser injusto à você que nunca a conheceu, acho que consigo juntar as palavrinhas.

O telhado era simples, desses que em dias de chuva não servem para muita coisa. Lembro de Dona Berê correndo com os baldes e colocando em todos (e poucos) cômodos da casa amarela. Ela tinha aquele altar pequeno sobre a porta principal, com uma luz azul bonita e instigante. Uma imagem de uma Santa protegia a casa.Um jardim simples fazia a moldura do terreno. Lá também viviam dois cachorros e algumas gaiolas vazias. Panelas velhas e talheres encardidos pela cozinha contrastavam com os pratos de porcelana (acredito que um dia foram parte do enxoval). Ela não tinha muitos móveis porém muitos enfeites de resina e gesso. Aquele quadro oval tinha o retrato do casal ainda jovem, desses artefatos que ainda não sei se é pintura ou foto, mas com o mesmo fundo verde que muitos outros quadros antigos que já vi nessa vida. Não possuía uma cadeira de balanço ou xales. Sabia fazer artesanato com crochê, tricô e ponto cruz como ninguém. Ela sempre manteve o velho sofá verde oliva. O cheiro da casa sempre fora o mesmo: chá de hortelã. Ela beirava seus setenta anos, mas aparentava uns oitenta, talvez por não ter cuidado da pele ou ter se preocupado demais com as coisas da vida. O tempo nem sempre perdoa os sujeitos de bom coração.

E lá estavam os dois. Ele olhou para o pequeno e pediu licença ao amarrar o cadarço. O menino fez cara feia e ele entendeu a razão de tal ato. Fez um sinal para que prestasse a atenção e ensinou de forma calma e bonita como fazer o laço. O menino demorou para aprender, mas foi naquela tarde que soube fazer um belo laço no cadarço. Aproveitou a boa vontade e pediu para ensiná-lo a jogar dominó. Dona Berê ao abrir o portão procurou não interromper a cena. Ela sabia que esse tipo de aprendizado não tem hora marcada para acontecer, mas quando ocorre, é preciso olhar e enxergar nossos primeiros esforços de muitos que estão por vir. Ela chorou daquela forma contida. Sabia que ali tão perto estava um amor. Lembrou quando fez o mesmo com ele. Não lembrava da importância do ensinar. E descobriu ali, diante da casa amarela, com aroma de chá de hortelã, que o amor vem de mansinho, mesmo que já exista, mas aparece nos pequenos gestos. Agradeceu por teu um filho e um neto tão especiais.
Dona Berê abraçou os dois e desejou que a vida lhe desse mais presentes como esse.