Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

16 de jun de 2009

Motivos sem motivos.

Ela o chamava de Apaixonante. E ele era. Um conjunto simples o transformava de um cara cinza para um ser radiante. Não tem imunidade para seu encanto. Ela perdia o rumo ao ficar ao lado dele. Pudera, eu, você e mais a torcida do Flamengo também ficaríamos. Descrever seria uma mera tolice. Ela o adorava ainda mais por ser canhoto. Passou por saia-justa recentemente ao pensar alto no caixa de um mercadinho de bairro:
- “Onde será que o Canhoto colocou direito a ração do gato?”
A operadora do caixa, curiosa perguntou:
- “Canhoto direito?”
Ela sorriu e disse:
- “Ele é perfeito”
Pagou a conta de R$30,00 e não esperou a reação da moça. Estava ansiosa demais para esperar uma mera reação. Ele tinha combinado de buscá-la pontualmente às 17:57 e já eram 17:50.
17:56 foi o horário que ela escutou a buzina. Correu e deu um beijo (tinha a intenção que fosse longo) curto. Ele resmungou algo sobre aroma de fritura (ela esteve perto do quiosque de pastel) e sobre a cor do esmalte. Ela estranhou, pois nunca recebera esse tipo de comentário dele. Ficou irritada sem disfarçar. Ele insistiu ao perguntar por que ela tinha escolhido a cor laranja nas unhas. Ela apenas disse:
- “Para você reclamar até eu comprar uma acetona”

Pronto. Ali era o início dos sexto mês de namoro.

Conto da série "Minha vidinha demodé"

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