Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

7 de set de 2009

UM dia de cada vez.

Limpeza geral no quarto.
2 sacos cheios de lixo saíram e tomaram outro rumo.
Isso é resultado de uma parte só do guarda-roupa, ainda faltam mais 6 partes.

O quarto é todo meu. Quer dizer...Amandí também habita por lá, mas ele não opina sobre as coisas.

Tempo novo, primavera nova, coisas velhas dão espaço as coisas novas e a necessidade de resgatar princípios estão ali, estampados nos bilhetinhos de 1999 que a Mari um dia escreveu, no cartão minúsculo de Natal que minha avó Cida fez com carinho, das cartinhas trocadas com a Tania quando essa fugiu de casa e foi morar com os tios, com um chaveiro do Garfield que o Erick deu antes de partir para BH, com a embalagem de presente que um dia alguém me deu com algo dentro, com a carteirinha de vacinação da Petunia, com as matérias escritas nas manhãs do Camargo Aranha, com as revistas favoritas, com fotos 3x4 de amigos e pseudo-conhecidos dos tempos de Poli, fitinhas de cetim...

Uma mistura maluca de sentimentos acontecem quando toco o passado. Queria muitas vezes estar lá novamente, desfrutando cada risada, cada recado, cada foto...quanta gente sumiu (e nem o Orkut acho), quanta gente casou, quanta gente mudou...e eu também faço parte disso.

É perigoso fazer esse tipo de limpeza. Estar preparado é o ideial mas não o modo seguro e fácil.

Quantas palavras descritas perderam sentido com o avançar do tempo?
Quantas pessoas dividiram seus momentos e hoje dividem com outros?
Quantos momentos que poderiam ser vividos e hoje são mas sem você?

Aprender é lento e cansativo às vezes.

Rever isso tudo e aceitar é uma tarefa estranha (única palavra que consigo definir).

Em dias tempestuosos não é bom fazer limpeza.

Ainda mais em dias de T.P.M., estresse e sensação de hipocrisia.

Junte tudo isso com uma dose de incertezas deixadas no caminho e entenderás o que tenho a dizer e sentir.

Sei que faz parte...mas se possível Doutor, faça curar logo.

Uma hora cansa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário