Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

19 de mar de 2009

Step by Step


Envelhecer é sempre assunto longo.
Mas quem vive passa por isso, goste ou não.
E ao longo da caminhada, cada etapa desse processo é conflitante.
Tem dias que penso como pude passar dos 8 anos de idade e não segurar essa data...
As melhores lembranças são dessa época.
Não que hoje em dia não seja dessa forma.
Mas aquele tempo permitia a rebeldia, a bipolaridade, a birra, o chororô, fingir dormir fora da cama só para alguém carregar, o descontrole, a timidez, a inocência, a sinceridade ao questionar o presente repetido, sujar o sofá com bolinha de sabão, não pentear o cabelo, colecionar figurinhas, brigar com irmãos e primos, broncas dos pais, colo da vovó e esperar o dia 12 de outubro e 24 de dezembro para saber se fui boa menina.
Hoje tudo pode ser considerado um drama.
Para a sociedade não existe moleza.
Voyers para todos os lados.
E exposição não é só Orkut, blog, Facebook ou essas coisinhas modernas.
Exposição vem de antes.
Chorar no ônibus, na avenida Paulista, cantar alto na rua, usar uma roupa ousada, um cabelo atípico, abraçar rótulos impostos por desconhecidos...

E envelhecer é olhar a cada dia a mesma situação de forma diferente.
As minúcias são constantes.
Códigos da felicidade.
Decifrá-las não tem fórmulas.
Basta o conhecimento.

E esse vem aos poucos, junto com as birras, os chororôs, os fingimentos, o descontrole, a timidez, a inocência, a sinceridade ao questionar o presente repetido, sujar o sofá com bolinha de sabão, não pentear o cabelo, colecionar figurinhas, brigar com irmãos e primos, broncas dos pais, colo da vovó e esperar o dia 12 de outubro e 24 de dezembro para saber se fui boa menina...

Que eu atinja os meus 50 anos da forma mais completa que alguém feliz pode ter.
Com muita cor, brilho e felicidade.