Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

14 de dez de 2009

Porta "entreaberta"

Mais "Minha vidinha démodé":

"Longe da sutileza prevista, ele tinha um desapego por pessoas que causava tamanha estranheza.
Um dia gostava, e se notasse algo fora do tom, no dia seguinte nem lembrava do ontem.
Motivos não faltavam para desfazer laços: cigarros, bebedeiras com direito a pastelão, unhas vermelhas, cabelo curto, pés feios...tudo era motivo para partir para outra. Elas não entendiam nada. E ele não fazia nem questão em explicar ou dar um adeus.

E quem questionava, dizia:

- Para começar não precisa de porquês. Faço o mesmo no desfecho. Poupamos lágrimas, frases prontas e outras coisas que não precisamos e podemos evitar. Facilita a vida pois assim ela fará o mesmo com você. Vai por mim.

Um rude. Um ogro. Um monstro.

Tantas definições àquele homem. Pudera, ele não era tão comum assim.

Mas queria sempre um caso para viver em paz com o amor. Em pequenas doses. Assim como o velho whisky do boteco da esquina.

Lá se vai mais uma história com aquela mulher para ele perder a linha.

E ela vem chegando..."

Indico mesmo.

Cá estava eu fuçando no Orkut (layout velho por opção e conforto) e eis que encontro uma comunidade incrível:

Rita Apoena - até então com 3.747 membros.

Incríveis textos.

Link do blog: http://ritaapoena.blogspot.com/

Tão fofo.

Espero que goste, baby!

Vai um trecho da maravilha de escrita da Rita:


Sobre as despedidas

"Os cílios agarraram-se às pálpebras quando tentei fechar meus olhos. Mas você assoprou e todos voaram. De novo nasceram e de novo voaram. Não faça mais isso! Quem vai cortar a lágrima em fatias no dia em que você for embora?"

Repente!

"Todo mundo já teve dor de dente
Mas assim como uma febre, uma cólica, um desamor
Não passa tão rápido ou de repente.
Santa paciência, falta carência
Não tem plano de saúde que dê jeito.
E "numa" sorte de presente
O futuro sorri, o passado envelhece, e o agora cuida desse casulo que vive meu peito"


Um sambinha para mostrar ao Serginho Meriti e provar que não levo jeito pra compor (ao contrário do que ele pensa).

Cecília de Bolso.

Estou lendo um livro (melhor dizendo, o melhor achado de 13 pilas) chamado Cecília de Bolso. Sim, a Meireles. Em paralelo estou lendo a incrível entrevista do Mano Brown da Revista Rolling Stone. Destinos e histórias diferentes. A semelhança? A magia de encantar pessoas com versos simples.

Eu que até então desconhecia o trabalho de ambos (só de forma bem rasa) mergulhei e me entreguei as pesquisas. Recomendo a leitura da revista independente do estilo musical que vc curte e o livro? Poxa, estou ná página 131 e cada dia mais feliz.

Graças ao livro...descobri que o começo da música que mais gosto na voz de Bethânia (que até escrevi um post recentemente com a letra) tem um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen:

"Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto ao mar"

Uma história puxa a outra, tem sido assim nas minhas últimas leituras. O acaso me faz comprar livros, revistas, DVD´s e descobrir semelhanças.

Assim foi com Clara Nunes, Candeia, Marcelo Rubens Paiva...

E Meireles e Brown agora.

bj pra quem fica!