Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

17 de abr de 2010

Uma quinta, uma sexta-feira.

"Pra guardar a vida toda".

As conversas mais sem pé e cabeça, uma miscelânea de informações frenéticas,
a TV sempre desligada pois a tomada dá espaço para o aparelho de som,
matérias da Super Interessante e da Rolling Stone desse mês,
um galãozinho de 5 L de cerveja,
lasanha pronta,
alface para 5 pessoas,
chocolates,
incenso de erva doce,
revista Raça,
tintas espalhadas assim como pincel, um ar de ateliê,
faxina antes da novela,
Jô Soares entrevista Tom Zé e aquelas minhocas banais esclarecidas e regadas a cerveja e risadas.
ligações dos amigos que certa hora estão em Floripa e depois no RJ,
A churrasqueira elétrica com medalhões,
Recados soltos e escondidos,
a fumaça do cigarro,
o pavor de baratas,
o corte de cabelo,
o anel laranja (de madeira) refeito.

O gosto da vida está na bebida chamada amor.

Nando Reis soube juntar as palavras assim como a vó separa o feijão:

"Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

...

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
...
Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar
...
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir"

Esse post é especialmente para aquele rapaz tatuado que sempre está ao meu lado mesmo quando ainda não era o meu namorado
(breguíssima mas de coração tá? Croc)

6 comentários:

  1. A cada dia chego a conclusão de que o amor só é bom se for brega.

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  2. Ói? Sério que mudou tudo radicalmente no leiauti aqui???

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  3. "o amor é lindo, tão lindo, nada pode ser mais lindo que o nosso amor"... Isso é brega Carol, seu texto NUNCA, jamais será brega.

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