Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

20 de mai de 2010

A ponte.

Post.

Fecha a janela.
Passa a chave na porta.
Tire a roupa do varal.
Fecha a torneira.
Veja se tem panela queimando no fogão.
Liga se for atrasar.
Não arraste o chinelo.
Não bata a porta da geladeira.
Diga obrigada.
Leva a blusa.
Não esqueça o guarda-chuva.
Arruma a cama.
Separe as roupas que não usa mais.
Já colocou o lixo pra fora?
Acorda logo para não chegar atrasado.
Liguei pra te dizer que te amo, mas não mais que isso para não te atrapalhar aí no seu serviço.
Tô pegando muito no seu pé? Me avisa se eu ficar chata? Promete?
Te ligaram. Deixei anotado ali no papel.


"Tanta coisa para te fazer lembrar que ainda estou aqui". Ela me disse um dia. Bem naquele que eu não tinha prestado atenção. Só fui lembrar um bom tempo depois. Quando descobri que ela era a ponte dos meus esquecimentos e que sempre me levava para os meus melhores caminhos. A ponte continua. "E quero ser a sua ponte também". Já te disse um dia. Tenho certeza que vocÊ também não escutou direito e ei de entender.

Certas coisas a gente só dá valor quando passa. Mas nem sempre quando perde. Ainda temos um mundo pela frente filho. E nele ainda iremos caminhar até fazer calinhos nos pés. E vamos rir juntos. Dos nossos esquecimentos e da maneira estranha de lembrar quando a falta do colo se faz presente.

Continua a promessa de me avisar se eu ficar chata e rabugenta?"





Da minissérie "Minha vidinha démodé"

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