Por um momento achei que ia desmaiar. A pressão subiu, desceu e permaneceu de um jeito maluco.
Cara pálida. Mão "formigando".
Pés doloridos. Coluna torta.
O frio do lado de fora nem sequer apareceu lá dentro. Ali estava um calor danado.
Gente reclamando a cada segundo. Mulheres grávidas disputando o banco. Idosa querendo sentar. Um lugar ao meu lado só caberia meu gato mas estava enganada. Cabia sim mais 3 pessoas. A pasta que o sujeito carregava nas mãos cutucava minha pobre bacia. E o odor de perfume, dente sem escovar, cabelo com creme para pentear escostando no braço alheio, o salto da bota da moda da cretina ameaçando meu dedão...
E o pior estava por vir. Chegar na estação Brás do metrô.
Quem pega a linha vermelha no metrô durante a semana sabe do meu medo. Sabe desse drama com outros detalhes.
É difícil chegar no trabalho sorrindo, abraçando os colegas e fingindo que está tudo bem.
Só se eu comprar o meu sorriso-máscara lá na lojinha de festa a fantasia da Ladeira Porto Geral. Só se for assim.
Lembrei de vc hj qdo vi a matéria sobre os trens...
ResponderExcluirCarol, até p/ reclamar de algo tão ruim vc escreve bem! Tb, uma mulher tão culta jamais escreveria coisas feias. Soube descrever o inferno q é um metrô pela manhã com muita elegância.
Saudades!!!!
Beijoss
Carolzitaz
Adorei!!
ResponderExcluirPutz, ninguém merece a aventura de ter que pegar trem matinal!
Parabéns pelo ost, muito bem escrito.
Abraço.
Obrigada meninas.
ResponderExcluirMas seu eu tivesse um Iphone ou um Blackberry com certeza o tom do texto naquele momento seria outro. Escrevi muitas horas depois.
Pq a raiva quando passa às vezes tem um humor escondido. Mas bem depois...
Coragem... Por isso não ando mais de metrô, o ônibus é mais rápido. E vai 'vazio'.
ResponderExcluirSaudades linda. Beijos