Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

28 de set de 2010

Indecisão

Sempre achei que seria professora. Um dia acordei pensando que a vida no mercado publicitário teria um cantinho para mim. Quis ser balconista da loja do meu pai, ser cozinheira da Unilever que nem minha amiga Aninha, ser veterinária para cuidar só dos gatos, ser dona de casa, ser merendeira, ser perua, ser costureira, ser manicure e cabeleireira, ser telefonista, gerente de salão de beleza, ser a senhora da cadeira de balanço da rua Regente Feijó (de Itu), ser locutora da rádio MIX (até ganhei uma amiga que fazia locução por lá), secretária de multinacional, integrante de uma fraternidade israelense, roteirista e o mais recente foi ser colunista da revista LICIA.

Desses sonhos todos realizei pouquíssimos e me diverti muito ao longo da caminhada.
Teve um tempo que tinha vergonha de sonhar. Achava tudo bobagem mas não me tornei pessimista. Apenas ria daquilo que acreditava em partes.

Hoje os sonhos ficaram reduzidos porem com mais vigor. Coloquei tudo no baú e decidi olhar com mais carinho para outras coisas.

O menos tem sido mais.

O mais faz parte de um projeto que ainda não quero.

Simbora pela estrada.

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