Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

17 de nov de 2010

Saudades de escrever.

Graças ao meu emprego, tive que abrir mão de certas coisas.

Engraçado como sou caseira. Como preciso das minhas coisas, das pessoas que amo e do meu cotidiano para que eu seja mais esforçada e talvez até útil.

Muitas coisas mudaram mas só dentro de mim. A vontade de escrever, de sambar, de bebericar...tudo isso aqui no meu novo habitat perdeu o sentido para novos conceitos. Hoje posso afirmar que gosto de ficar no banquinho da praça matriz olhando as pessoas, de comprar revistas antigas, de comer bolo de cenoura todas as manhãs, de comprar flores para meu menino plantar, de ler o jornal regional, de frequentar a feirinha local. Até ver tv aprendi a gostar.

E hoje acordei com a sensação de ter deixado parte de mim para trás e ter encontrado um novo ciclo nesses meses. Reluto todos os dias contra a saudade.

Mas a saudade traz lembranças como das minhas mães, dos meus pais, dos meus irmãos, do meu marido, do meu felino, dos meus amigos, das minhas bijous, de fritar ovo, da Augusta, da 25 de março, do mercadinho que leva meu nome, de pegar metrô, de escrever bilhetinhos escondidos para o Sal, de receber visitas, de conversar com os amigos...

Aqui é tudo tão milimetricamente pensado. Não me sinto livre. Não me sinto presa. Só não sou eu mesma. Sabe aquela sensação de esforço o tempo o todo? É mais ou menos isso.

Eu me vejo pensando às vezes no que meus amigos estão fazendo agora, agorinha sabe?
E o que eu faria se estivesse com eles?
E o quanto me sinto fraca longe do meu Sal.

Não me sinto só como as músicas melosas descrevem.

Me sinto perdida.

E com essa sensação que peço desculpas pela falta de criatividade para novos posts.

Uma vez eu postei que às vezes a minha alegria não inspira tão bem quanto a tristeza para os textos.

E hoje posso afirmar que a sensação de perdida me inspira menos ainda.


E só consigo encontrar um sorriso no meu rosto quando me encontro com as melhores lembranças. E essas ao contrário da tristeza: são eternas. Graças a Deus.

Hoje sou feita de lembranças.

E nelas que me apoio para continuar a caminhada.

3 comentários:

  1. Tranquila. Só não se esqueça de que a poesia está em tudo, tudo, iluminando a nossa condição humana.

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  2. Por onde andam Carol e seus textos!?

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