Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

24 de mar de 2010

Conte comigo.

Conto da série "Minha vidinha demodé"

Um pouco de muitos.

Quando acordei tive a certeza que estava em tempo de chegar no horário. Mesmo assim tive pressa para tomar banho, tomar o leite gelado e dar água pro gato. Corri mais um pouco para fechar as janelas com medo da chuva que ameaçava chegar e ainda assim tive tempo de deixar recado para mãe.

Corri o dia todo. Queria que o dia acabasse logo e pudesse encostar a cabeça no travesseiro e esquecer um pouco de mim, da vida. Queria não lembrar dos sonhos. Não lembrei. O novo dia amanheceu e foi tudo igual só a roupa mudou e pessoas diferentes no metrô. Do resto, tudo igual. Até o feijão debaixo do arroz não mudou.

Percebi que correr tanto só me fez perder alguns detalhes que ele havia me dito.

Talvez os recados tenham sido demais. Assim como o meu carinho.

Hora de recuar? Jamais. Já fiz isso antes e só perdi. A única coisa que ganhei foi o lamento de não ter feito. Dessa vez, eu me jogo de cabeça...mesmo que a piscina não seja funda e sem bóias para me ajudar. O momento da queda é que dá o prazer. E poder respirar...não tem preço."