Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

10 de ago de 2010

O caos.

Por um momento achei que ia desmaiar. A pressão subiu, desceu e permaneceu de um jeito maluco.
Cara pálida. Mão "formigando".
Pés doloridos. Coluna torta.
O frio do lado de fora nem sequer apareceu lá dentro. Ali estava um calor danado.
Gente reclamando a cada segundo. Mulheres grávidas disputando o banco. Idosa querendo sentar. Um lugar ao meu lado só caberia meu gato mas estava enganada. Cabia sim mais 3 pessoas. A pasta que o sujeito carregava nas mãos cutucava minha pobre bacia. E o odor de perfume, dente sem escovar, cabelo com creme para pentear escostando no braço alheio, o salto da bota da moda da cretina ameaçando meu dedão...

E o pior estava por vir. Chegar na estação Brás do metrô.

Quem pega a linha vermelha no metrô durante a semana sabe do meu medo. Sabe desse drama com outros detalhes.

É difícil chegar no trabalho sorrindo, abraçando os colegas e fingindo que está tudo bem.

Só se eu comprar o meu sorriso-máscara lá na lojinha de festa a fantasia da Ladeira Porto Geral. Só se for assim.