Sinta-se em casa!

Entre e deixe a porta aberta.
Aguenta firme que vou ali pegar uma breja.

14 de mai de 2012

As mães.

Temo não ter todo o tempo do mundo com vocês.
Mãe para mim não é singular. Plural.

Tenho Mãe Lourdes, Mãe Marlene, Mãe Marlene Silva, Mãe Iraci, Mão Edna e tenho Mãe Maria (entidade).

Cada mãe eu trago comigo na minha essência e nos meus princípios. Cada uma a sua maneira.
De dona Lulu acho que consigo trazer o excesso de preocupação com os outros. E a simplicidade em gostar apenas de ficar juntinho, sem firulas.

Da mãe Marlene trago forte a questão da mania dos acessórios e bolsas. E da questão do perfeccionismo em tudo que eu faço.

Da mãe Marlene Silva trago a beleza das cores, do cheiro, do sorriso e do abraço forte. Trago comigo a religião. E a minha mania por artesanatos.

Da mãe Iraci também herdei a questão dos acessórios e unhas sempre esmaltadas. Mas também aquela coisa de querer sempre a família por perto e acima de tudo e todos.

De mãe Maria trago a vontade de fazer o bem sem olhar a quem. Mas não essas solidariedade de Ong´s em blog´s, estampadas em jornais. Essa coisa de olhar para quem está mais próximo mesmo: parentes e amigos.
Acender uma vela branca e rezar.

Da mãe Edna essa veio bem depois das outras e nem por isso sua importância diminui. Ela é amor puro. De religiões diferentes e de visões contrastantes sobre o mundo, mesmo assim conseguimos fidelizar o amor. Graças à ela tenho um parceirão dentro de casa. Ela cuida de cada um com maestria. Mesmo com tão pouco, ela faz o tiquim ser muito. Dá gosto de ficar o dia todo com ela proseando. Com ela aprendi que mesmo nos dias que a fartura está longe, o simples é o mais importante sempre. E dedicação e disciplina a vida ganha com isso.

E agradeço por tê-las tão perto e às vezes tão longe.
Mas sinto que cada passo dado com cuidado e a preocupação em tentar fazer o certo: devo à vocês.

Meu nome é minha assinatura.
Em cada coisa que faço só temo por errar, mesmo que seja inevitável. Mas que o erro seja simples e que só prejudique a mim mesma.

Abraço coletivo.







Um comentário:

  1. Ah Carolzinha... sempre tão doce, tão linda.
    Quase me fez chorar.

    Beijos no core.

    Carolzitaz

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